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‘Quanto mais flexibiliza, mais se arrasta a pandemia’, diz pesquisador da Fiocruz

Rodrigo Stabeli comenta sobre flexibilização em Barretos e cita lockdown em Araraquara como exemplo positivo
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Rodrigo Stabeli comenta sobre flexibilização em Barretos e cita lockdown em Araraquara como exemplo positivo

Rodrigo Stabeli comenta sobre flexibilização em Barretos e cita lockdown em Araraquara como exemplo positivo

O pesquisador Rodrigo Stabli, da Fiocruz, analisou a flexibilização das atividades em Barretos, que reabriu comércios e serviços apesar dos indicadores desfavoráveis. Ele critica a falta de pressão empresarial sobre o governo federal por um plano de recuperação da renda de pequenas e médias empresas, questionando o impacto econômico da reabertura parcial de shoppings.

Flexibilização e seus impactos

Stabli argumenta que a dicotomia entre saúde e economia é equivocada. A flexibilização, segundo ele, prolonga a pandemia e impacta negativamente a economia a longo prazo. Ele refuta a ideia de que ficar em casa leva à fome, pois o vírus não se propaga apenas em ambientes fechados. A situação em Barretos ilustra, segundo Stabli, a falta de aprendizado com o histórico da pandemia.

Comparativo entre cidades

O pesquisador compara a situação de Ribeirão Preto, que adotou um lockdown de cinco dias em março, com Araraquara, que teve um período de isolamento mais extenso. Araraquara apresenta resultados melhores, com baixa incidência da doença e nenhuma internação em UTIs por uma semana. Ribeirão Preto, apesar da queda na média móvel e redução de internações, mantém baixo índice de isolamento, o que preocupa Stabli.

Necessidade de ações efetivas

Stabli destaca que a diminuição da pressão hospitalar em Ribeirão Preto é um resultado positivo, mas temporário. A manutenção do comportamento de contato humano, aliado ao baixo isolamento, continuará a transmitir o vírus, gerando estresse econômico e pressão nos leitos de UTI. Ele enfatiza a necessidade de pressão por ações efetivas de recuperação econômica pelo governo federal, em vez da negação da pandemia.

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