Professor Luiz Puntel fala sobre nossas formas de sentir e reconhecer o mundo ao nosso redor; confira o ‘Oficina de Palavras’
Nesta semana, nossa oficina de palavras traz uma discussão sobre os sentidos humanos, com o professor Luiz Puntel. A conversa começa com uma pergunta simples: quantos sentidos temos? A resposta comum, cinco, é contestada por Puntel, que introduz dois sentidos cruciais muitas vezes ignorados: interocepção e propriocepção.
Interocepção e Propriocepção: Sentidos Essenciais
Puntel baseia sua explicação em estudos da neurocientista espanhola Nazaré Castelhanos, que dedicou mais de 20 anos ao estudo do cérebro humano. Segundo Castelhanos, interocepção é a percepção do que ocorre dentro do nosso organismo – coração, respiração, estômago, intestino etc. Já a propriocepção se refere à percepção da posição e movimento do nosso corpo no espaço, envolvendo postura, gestos e sensações corporais.
A Hierarquia dos Sentidos
Os cinco sentidos tradicionais (visão, audição, olfato, paladar e tato) fazem parte da exterocepção, ou seja, a percepção do ambiente externo. No entanto, Castelhanos argumenta que a interocepção e a propriocepção são mais importantes para o cérebro, pois fornecem informações essenciais sobre o funcionamento interno e a condição do corpo. Essas informações não são passivas; elas geram respostas cerebrais, influenciando nosso comportamento e bem-estar.
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Importância da Pesquisa e Reflexão
A discussão sobre interocepção e propriocepção nos convida a aprofundar nosso conhecimento sobre o funcionamento do nosso corpo e cérebro. A pesquisa de Nazaré Castelhanos destaca a complexidade da percepção humana e a importância de considerarmos esses sentidos muitas vezes negligenciados. A compreensão desses sentidos pode nos ajudar a melhorar nossa saúde e bem-estar, promovendo uma maior consciência corporal e um melhor cuidado com o nosso organismo.