Um levantamento do Sistema Único de Saúde em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais revelou que quase 60% dos adolescentes brasileiros entre 12 e 15 anos têm cárie. O índice acende um alerta para hábitos de higiene e alimentação nessa faixa etária.
Segundo a odontopediatra Diva Kabarit, apesar de avanços nas últimas décadas, o cenário ainda preocupa, principalmente por envolver dentes permanentes que acompanharão os jovens ao longo da vida. A especialista destaca que a cárie é uma condição conhecida e evitável, mas fatores comportamentais e culturais dificultam o controle.
Causas
De acordo com a especialista, a cárie está diretamente ligada à higiene bucal inadequada e ao consumo frequente de alimentos açucarados e ultraprocessados. Ela explica que, embora exista um pequeno fator genético, a maior parte dos casos está relacionada a hábitos do dia a dia, como escovação insuficiente e ausência do uso de fio dental.
A adolescência é considerada uma fase crítica, já que muitos jovens negligenciam a higiene, especialmente à noite, quando estão cansados, ou priorizam outras atividades.
Prevenção
A orientação é que o cuidado comece desde os primeiros dentes, com acompanhamento odontológico regular e atenção à alimentação. Consultas periódicas permitem identificar riscos e evitar procedimentos mais invasivos no futuro. Em geral, a recomendação é de ao menos duas visitas ao dentista por ano, podendo variar conforme o caso.
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A especialista também ressalta a importância de escolhas alimentares dentro de casa, já que há uma cultura de associar alimentos açucarados a recompensas e afeto.
A falta de prevenção pode levar a tratamentos mais complexos, como canal, extrações e uso de próteses na vida adulta. Além disso, o uso de aparelho ortodôntico exige ainda mais atenção, já que facilita o acúmulo de resíduos e aumenta o risco de manchas e cáries.
Sinais como sangramento gengival, mau hálito e dificuldade ao usar fio dental podem indicar problemas e devem ser observados pelos responsáveis.



