Dados dos últimos 10 anos são preocupantes; falta do uso de preservativos é a principal justificativa para o aumento nos índices
A região de Ribeirão Preto enfrenta um aumento preocupante nos casos de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), principalmente HIV e sífilis. Dados do Ministério da Saúde indicam que 4% a 5% da população acima de 65 anos no Brasil são portadores do vírus HIV, com o número de casos em pessoas acima de 50 anos dobrando na última década. A falta de prevenção é apontada como o principal fator.
Aumento de Casos e seus Impactos
A infectologista Karen Morregon destaca a preocupação com o crescimento das notificações de HIV e sífilis na região. A transmissão dessas doenças representa um risco significativo para a saúde pública, além de gerar um alto custo para o Sistema Único de Saúde (SUS). Um estudo do Ceper/Fundarpe/Cidausp, entre 2008 e 2017, registrou 6.324 internações por DSTs no SUS, sendo 5.531 por HIV. Ribeirão Preto, Serra Azul e Cajuru lideram o ranking de internações por DSTs na região.
Prevenção e Conscientização
Maurício Lelles, chefe do Departamento de Medicina Social da Faculdade de Medicina da USP, alerta para a necessidade de conscientização da população. Muitos acreditam que estão livres do risco de contrair DSTs, ignorando a importância da prevenção. O uso de preservativo é fundamental para evitar a transmissão do HIV e outras DSTs. Apesar dos avanços no tratamento do HIV com antirretrovirais, a prevenção continua sendo crucial.
Leia também
Custos e Mortes Relacionadas a DSTs
As internações por DSTs representam um alto custo para o SUS. Em 10 anos, foram gastos cerca de 10 milhões de reais (1 milhão por ano) com internações. Além do prejuízo financeiro, houve 555 mortes relacionadas a DSTs nesse período, sendo 33 causadas por HIV no último ano. A situação exige ações efetivas de prevenção e conscientização para reduzir os números de infecções e mortes.
A realidade em Ribeirão Preto e região demonstra a urgência em combater a disseminação de DSTs. A prevenção, por meio do uso consistente de preservativos e informação adequada, é a chave para proteger a saúde individual e coletiva, reduzindo o impacto econômico e o sofrimento humano causado por essas doenças.



