Estudo indica que destes estudantes, 63% têm dívidas na casa de R$ 7 mil; economista Bia Selani analisa
Uma pesquisa da Serasa revelou que quase metade dos universitários já trancaram o curso por não conseguir pagar as mensalidades — Quase metade dos universitários brasileiros precisou —. O estudo também aponta que 63% das dívidas dos estudantes estão na faixa de R$ 7 mil.
Fatores que levam ao endividamento estudantil
Segundo a economista Bia Selani, a dificuldade financeira dos estudantes pode ser resultado tanto da falta de planejamento financeiro quanto de imprevistos, como desemprego, aumento de preços e mudanças na dinâmica familiar. Além disso, muitos estudantes dependem de estágios para custear a faculdade, porém os salários dessas atividades costumam ser baixos, o que dificulta a manutenção dos gastos pessoais e acadêmicos.
Impactos na vida acadêmica e saúde mental: O endividamento e as dificuldades financeiras afetam o desempenho dos alunos. Cerca de 24% dos estudantes endividados relatam dificuldades de concentração nas aulas devido a contas atrasadas. Bia Selani, que também é professora universitária, observa que alunos com dificuldades financeiras frequentemente apresentam queda no rendimento e relatam cansaço devido à necessidade de trabalhar em múltiplos empregos para se manter.
Além disso, o uso de medicamentos para ansiedade e a necessidade de terapia são comuns entre esses estudantes, o que eleva os custos e agrava a situação financeira e emocional, prejudicando ainda mais o desempenho acadêmico.
Possíveis soluções para os estudantes: A economista recomenda que os estudantes iniciem a renegociação das dívidas com a instituição de ensino, buscando descontos e redução de taxas de juros. Caso a renegociação não seja suficiente, pode ser considerada a ajuda dos pais, desde que não prejudique o orçamento familiar. Outra alternativa é buscar linhas de financiamento estudantil com juros mais baixos.
Informações adicionais
O valor médio das dívidas estudantis mencionadas na pesquisa é de aproximadamente R$ 7 mil por pessoa, e são os próprios estudantes que assumem o pagamento dessas parcelas.



