Diretor do Butantan, Dimas Covas, justificou o atraso nas entregas por problemas de logística
A suspensão da vacinação contra a Covid-19 em quatro capitais brasileiras, incluindo São Paulo, gerou grande preocupação. A falta de doses da Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, é o principal motivo, mas o problema vai além da produção.
Logística e Planejamento: Desafios na Distribuição
Segundo Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, o gargalo está na logística de distribuição dos lotes e na organização da vacinação nos municípios. A heterogeneidade entre os municípios, com alguns mais avançados que outros, complica o processo. Covas destaca a importância do planejamento logístico para evitar falsas expectativas na população e ressalta que, apesar do avançado sistema de imunização brasileiro, a demanda atual representa um grande desafio.
Aspectos Municipais e Regionais
Em Ribeirão Preto, por exemplo, a secretário da saúde, Sandro Scarpeline, afirma que a cidade tem capacidade para aplicar até três vezes mais doses por dia (chegando a 20 mil), mas a falta de vacinas impede isso. A cidade utiliza o agendamento online para evitar aglomerações, o que, apesar de necessário, contribui para um certo atraso no processo. Enquanto algumas cidades da região, como Taquaritinga e Cravinhos, estão com o cronograma adiantado, outras, como Ribeirão Preto, enfrentam atrasos devido à falta de doses.
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A Busca pela Solução
O avanço da vacinação é crucial para conter a pandemia. As medidas restritivas adotadas pelas cidades impactam negativamente a população e os negócios. Enquanto o cidadão faz sua parte, é necessário que o Estado resolva a questão da logística, distribuição e produção das vacinas. O atraso na distribuição, somado a períodos anteriores sem insumos, agrava a situação, gerando desigualdade no calendário de vacinação entre os municípios. A solução passa por garantir o fornecimento suficiente de doses para que a imunização ocorra de forma eficiente e equitativa em todo o país.



