Motoristas, comerciantes e moradores reclamam dos serviços, que geram confusões no fluxo de veículos e atrapalham o comércio
Ribeirão Preto enfrenta um verdadeiro caos no trânsito devido às inúmeras obras em andamento. Segundo informações da prefeitura, sete obras estão em execução, quatro delas impactando diretamente o tráfego na área central. A situação tem gerado reclamações de motoristas e comerciantes, que veem seus negócios e rotina afetados.
Obras na região central e seus impactos
A restauração da Avenida Nove de Julho, patrimônio tombado, é uma das obras que mais têm impactado o trânsito. A interdição de dois quarteirões por semanas, para a recuperação do piso e construção de novas galerias, tem dificultado o acesso a lojas e comércios da região. Um vendedor de celulares relatou queda drástica nas vendas devido à dificuldade de acesso. A situação é agravada pela implantação do corredor de ônibus na mesma avenida, e pela obra do túnel que ligará a Avenida Independência à Presidente Vargas, passando por baixo da Nove de Julho.
Impactos em outras regiões e vias
Os problemas não se limitam à região central. Obras na Vila Seixas, na Avenida Independência e na Presidente Vargas também têm causado congestionamentos e interdições. Motoristas relatam dificuldades para acessar determinadas ruas e a necessidade de desvios, aumentando o tempo de deslocamento. A construção de um viaduto na Zona Norte e de uma ponte na Zona Sul, além de obras na Avenida Limeira, também contribuem para o cenário caótico. A Transerp afirma que todas as áreas estão sinalizadas, mas a confusão e o desconhecimento das alterações viárias têm gerado incidentes, como o caso de uma motorista que entrou na contramão na Avenida Independência.
Desafios e perspectivas futuras
A situação exige paciência tanto de motoristas quanto de comerciantes. As obras, embora visando melhorias na infraestrutura da cidade, geram transtornos no curto prazo. A previsão de término das obras varia, com algumas previstas para junho de 2024 e outras sem data definida. A falta de clareza sobre os prazos e os constantes desvios e interdições contribuem para a frustração da população. A necessidade de adaptação e a busca por alternativas de rotas se tornam cruciais nesse período.



