Lema é: 100% do salário, 80% de tempo e 100% de produtividade; Clayton Guimarães explica no ‘CBN Empreende’
O projeto piloto da semana de quatro dias de trabalho começa a ser testado no Brasil em novembro, com duração até 2024. A iniciativa, inspirada pelo movimento 4 Day Week Global, busca avaliar a eficácia dessa jornada reduzida na produtividade e no bem-estar dos funcionários.
Desafios e Expectativas
A adoção da semana de quatro dias levanta questionamentos sobre a capacidade das equipes em manter a produtividade com um dia a menos de trabalho. Há preocupações com a legislação trabalhista, possíveis descontos salariais e a adaptação à nova rotina. O projeto piloto prevê que os funcionários mantenham 100% da produtividade, recebendo 100% do salário. Empresas selecionadas receberão orientações durante três meses, com a prática efetiva durando até seis meses.
Resultados em Outros Países e Análise de Impacto
Experimentos semelhantes em países como Nova Zelândia, Reino Unido e Estados Unidos mostraram resultados positivos. Em alguns casos, houve aumento na receita, diminuição de demissões e redução do esgotamento profissional (burnout). No entanto, especialistas alertam para a necessidade de mudanças culturais nas empresas, pois o simples corte de um dia de trabalho não garante, automaticamente, aumento de produtividade, especialmente em países com baixa produtividade como o Brasil. A motivação dos funcionários é crucial para o sucesso da iniciativa.
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A pesquisa indica que apenas 23% dos trabalhadores estão motivados em seus empregos. Mudanças culturais e de gestão são necessárias para que a semana de quatro dias gere resultados positivos. O sucesso do projeto dependerá da capacidade das empresas em adaptar-se a essa nova realidade, investindo em bem-estar e comunicação, e não apenas focando em resultados imediatos. O benefício final é a melhoria da qualidade de vida dos funcionários e suas famílias, além do potencial aumento da produtividade e lucratividade das empresas.