Uma pesquisa da Fundação Seade revelou que 41% dos consumidores no estado de São Paulo já foram vítimas de compras em sites falsos. O dado acende um alerta para a segurança digital, especialmente em períodos de grande movimentação comercial, como o Carnaval.
Segundo o especialista em cibersegurança Marcelo Contim, os criminosos estão aprimorando as técnicas para enganar os usuários. “Hoje os bandidos usam até inteligência artificial para criar anúncios e sites que parecem idênticos aos de grandes varejistas”, explica Contim.
A pesquisa aponta que as redes sociais e aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, são as principais portas de entrada para esses golpes. O envio de links com promoções “imperdíveis” é a estratégia mais comum para atrair as vítimas.
Prevenção digital
Para evitar prejuízos, a orientação principal é desconfiar de preços excessivamente baixos e verificar a URL do site antes de inserir dados de pagamento. O uso de ferramentas bancárias também é recomendado pelos especialistas.
“A dica de ouro é usar o cartão virtual. Ele gera um código de segurança que muda a cada compra, o que impede que o criminoso use seus dados novamente se o site for falso”, destaca Marcelo Contim.
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Canais oficiais
Caso o consumidor perceba que caiu em uma fraude, a orientação é entrar em contato imediato com a instituição financeira para tentar o bloqueio do pagamento. Além disso, o registro de um boletim de ocorrência eletrônico é fundamental para o mapeamento desses crimes.
“O consumidor precisa entender que a pressa para aproveitar uma oferta é a maior aliada do golpista. Sempre pare e analise o canal oficial da marca”, conclui o especialista.



