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Quatro macacos são encontrados mortos em Ribeirão Preto

Cidade já registrou 69 casos desde outubro de 2016; quatro foram confirmados com febre amarela
macacos mortos Ribeirão Preto
Cidade já registrou 69 casos desde outubro de 2016; quatro foram confirmados com febre amarela

Cidade já registrou 69 casos desde outubro de 2016; quatro foram confirmados com febre amarela

A cidade permanece em alerta devido a novos casos suspeitos de febre amarela. Em apenas três dias, quatro macacos foram encontrados mortos em diferentes bairros: Jardim Paiva, Monte Alegre, Ribeirão Verde e Recreio Internacional.

Investigação dos Casos

Um dos casos foi relatado por Déssio Tadeu Fernandes, que encontrou um macaco morto no acostamento de uma estrada. Segundo ele, o animal não apresentava ferimentos aparentes. Outros dois macacos bugios foram encontrados mortos no Jardim Canadá no início de março. A médica sanitarista Ana Alice Castro e Silva informou que, desde outubro, 69 animais morreram na cidade com suspeita da doença, sendo quatro casos confirmados até o momento.

Cobertura Vacinal e Riscos

Apesar do aumento de casos suspeitos, a chefe da divisão de saúde afirma que o número não é surpreendente, refletindo a eficácia do apelo ao combate à febre amarela. A cobertura vacinal na cidade está próxima de 100%, segundo a prefeitura. O médico infectologista Juvencia Furtado explica que, embora a morte de macacos seja um alerta, a alta imunização da população minimiza os riscos. Entretanto, ele ressalta que a vacina não garante imunidade total, reforçando a necessidade do combate ao mosquito transmissor.

Preocupação Ambiental

A preocupação se estende ao meio ambiente. Com a circulação do vírus na zona rural, existe o risco de extinção de algumas espécies de macacos, que são altamente sensíveis à doença e servem como indicadores da presença do vírus, conforme explica o biólogo Sergio Lucena Mendes. Outras cidades da região também registraram mortes por febre amarela.

A situação exige atenção contínua por parte das autoridades e da população, com foco na prevenção e no combate ao mosquito vetor da doença, para evitar maiores danos à saúde pública e à fauna local.

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