Entre os detidos está um empresário de Guariba que foi candidato a vice-prefeito da cidade; delegado detalha a investigação
Em Guariba, a Polícia Civil desvendou um esquema de roubo e clonagem de veículos, Quatro pessoas são presas suspeitas de participarem de um esquema de roubo e clonagem de carros, incluindo carros e um caminhão, resultando na prisão de quatro pessoas. A operação, que já está em andamento há algum tempo, contabiliza até o momento seis prisões em flagrante e a apreensão de oito veículos adulterados.
Entre os presos, estão dois empresários conhecidos na cidade: Lúcio Coelho, dono de uma loja de materiais de construção e ex-candidato a vice-prefeito, e Igor Augusto Boteiro, de 25 anos, proprietário de uma empresa de terraplanagem. A investigação revelou que esses indivíduos estavam circulando com veículos clonados, o que surpreendeu as autoridades, pois são pessoas de posse e sem suspeitas anteriores.
Detalhes da Operação e Perfil dos Envolvidos
O delegado Ricardo Turra, responsável pelas investigações, explicou que a operação identificou veículos adulterados que circulavam livremente em Guariba, mesmo entre pessoas de destaque na comunidade. Segundo ele, a facilidade com que esses veículos circulavam se deve ao fato de os proprietários serem conhecidos e, portanto, raramente abordados em blitz policiais.
Um dos casos mais emblemáticos envolve um caminhão que estava há cinco anos em um depósito e que circulava pela cidade realizando entregas. O veículo original está registrado em uma empresa de Ribeirão Preto, o que gera transtornos para o verdadeiro proprietário, que recebe multas e outras penalidades decorrentes do uso do veículo clonado.
Funcionamento da Clonagem e Dificuldades na Identificação: O delegado detalhou que os criminosos têm aperfeiçoado as técnicas de clonagem, adulterando não apenas as placas, mas também o número do chassi, motor e até os vidros dos veículos. Para identificar os veículos ilícitos, a polícia utiliza um scanner que lê o número original do chassi diretamente do painel, permitindo a confirmação da adulteração.
Essa tecnologia é fundamental, pois a adulteração é feita de forma tão sofisticada que a simples verificação visual não é suficiente para detectar a clonagem. A vistoria obrigatória para aquisição de veículos, que poderia evitar a compra de veículos roubados ou clonados, não tem sido realizada por esses compradores, o que facilita a circulação dos veículos ilícitos.
Impactos para Vítimas e Próximos Passos da Investigação
O delegado ressaltou que a clonagem causa prejuízos significativos para os proprietários legítimos dos veículos, que podem receber multas e outras penalidades sem terem cometido infrações. Ele orienta que, ao receber uma multa em local onde não esteve com o veículo, a pessoa deve registrar um boletim de ocorrência para evitar complicações legais e financeiras.
Sobre a ligação com outros casos recentes, como o de veículos furtados em Pitangueiras e São Joaquim da Barra encontrados na zona rural de Franca, o delegado afirmou que, embora os compradores desses veículos não tenham vínculo com os presos em Guariba, acredita-se que a quadrilha responsável pela adulteração seja a mesma. A investigação continuará para identificar os responsáveis pela adulteração dos veículos.
Informações adicionais
O esquema de clonagem envolve veículos que circulam sem levantar suspeitas devido à reputação dos envolvidos, o que dificulta a ação policial. A operação em Guariba é parte de um esforço maior para desarticular quadrilhas especializadas em adulteração de veículos, que causam prejuízos financeiros e transtornos para a população e para os cofres públicos.



