Ribeirão Preto, Igarapava, Miguelópolis e Morro Agudo estão sendo investigadas pelo Ministério Público e Gaeco
Nos últimos anos, o aumento de investigações por desvio de verbas em prefeituras da região tem chamado a atenção. O caso mais recente envolveu a prisão de secretários de alto escalão em Morro Agudo, suspeitos de favorecer parentes, vereadores e laranjas na prestação de serviços ao executivo.
Fraudes mais comuns
Segundo Jorge Sanches, conselheiro da Amaribo (entidade de combate à corrupção), as fraudes mais comuns ocorrem em compras de menor valor, justamente por passarem despercebidas e terem menos controle. As licitações com direcionamento de preço e superfaturamento são frequentes, assim como compras individuais de até R$ 8 mil, que dispensam licitação e permitem fraudes por meio de várias compras menores.
Impacto na população e na merenda escolar
Para a população, esses casos evidenciam a necessidade de apuração das contas públicas e maior acompanhamento. Uma prática particularmente revoltante é a fraude na merenda escolar, onde a dificuldade de controle de estoque permite desvios de recursos, comprometendo a alimentação das crianças.
Leia também
Ações e perspectivas
A lei de acesso à informação permite que moradores requisitem o acompanhamento de contratos e licitações. Com o aumento das investigações, há uma percepção de maior fiscalização, impulsionada pela atuação de órgãos como o Ministério Público e a Polícia Federal, além de uma sociedade mais participativa e legislação em evolução. Embora a corrupção seja histórica no Brasil, há uma expectativa de melhora com o trabalho focado de instituições e uma nova geração de agentes públicos comprometidos com a ética.
Em Ribeirão, a Operação Sevantija expôs fraudes que levaram à prisão de prefeita, vereadores e prestadores de serviços, com um desvio de R$ 230 milhões. Em Miguelópolis, a Operação Cartas em Branco resultou em condenações por desvio de R$ 6 milhões. Em Garapava, a Operação Pândaga apura desvio de R$ 26 milhões em contratos de transporte público. Em Morro Agudo, a operação afastou o prefeito e prendeu secretários e vereadores, com desvio estimado em R$ 1 milhão.



