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Quatro presos na Operação Fada Madrinha foram soltos

Investigação segue em sigilo de justiça; travestis que supostamente foram vítimas de exploração estão com medo de represálias
Operação Fada Madrinha
Investigação segue em sigilo de justiça; travestis que supostamente foram vítimas de exploração estão com medo de represálias

Investigação segue em sigilo de justiça; travestis que supostamente foram vítimas de exploração estão com medo de represálias

A vida de 13 mulheres transexuais transformou-se em um pesadelo após elas se mudarem para Franca, interior de São Paulo. Atraídas por promessas de transformações corporais e concursos de beleza na Itália, feitas por um grupo de aliciadores nas redes sociais, elas se tornaram vítimas de um esquema criminoso.

Aliciamento e Exploração

As vítimas pagavam R$ 170 por dia em pensões, onde eram obrigadas a comprar roupas, perucas e maquiagens. Sofreram aplicações de silicone industrial, procedimento proibido e perigoso, superfaturado pelos aliciadores (R$ 1.000 por litro, enquanto o custo real é de R$ 25).

Dívidas e Prostituição

Com dívidas impagáveis, as mulheres eram forçadas à prostituição para quitar as despesas. Onze delas foram enviadas à Itália em 2017, arcando com os custos da viagem. Mesmo na Europa, a exploração continuou.

Operação Fada Madrinha e Liberdade dos Suspeitos

Em atrássto de 2023, a Operação Fada Madrinha, da Polícia Federal e Ministério Público, resultou na prisão de quatro suspeitos por tráfico internacional de pessoas, redução à condição análoga à escravidão, associação criminosa, exploração da prostituição e exercício ilegal da medicina. Apesar disso, a juíza Adriana Galvão Estarda, da 2ª Vara Federal de Franca, os libertou, alegando falta de comprovação de riscos às investigações, e decretou sigilo no processo. O Ministério Público recorreu da decisão, buscando a prisão dos suspeitos e o levantamento do sigilo.

Algumas vítimas, com o apoio de organizações internacionais e ONGs, conseguiram se reintegrar à sociedade e reconstruir suas vidas, encontrando trabalho e liberdade. Entretanto, a soltura dos suspeitos gera medo e insegurança entre elas. O Ministério Público Federal confia na reversão da decisão em segunda instância, buscando justiça e proteção para as vítimas.

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