A expectativa de queda nos preços do etanol com o início da safra de cana-de-açúcar não se confirmou neste começo de ano. Produtores da região, como em Batatais, registraram redução de até 12% na produção, reflexo de duas safras consecutivas marcadas por estiagem, má distribuição de chuvas e baixas temperaturas, que afetaram o desenvolvimento da cana.
Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar, o volume processado até 1º de janeiro ficou em pouco mais de 600 milhões de toneladas, cerca de 14% abaixo do registrado no mesmo período da safra anterior. Especialistas do setor avaliam que a quebra já era esperada, diante do desempenho fraco observado desde o início da colheita, e consideram o impacto significativo para o mercado.
Com menos cana disponível e o encerramento antecipado da safra, os preços do etanol seguem pressionados. A previsão é de algum alívio apenas a partir de março, quando a oferta tende a melhorar. Até lá, o etanol de milho ajuda a conter altas ainda maiores, mas não o suficiente para reduzir os valores nas bombas no curto prazo.
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