Depois de quase 200% de valorização entre 2024 e 2026, o preço do cacau passa por uma correção e já acumula queda próxima de 30% desde dezembro. A retração está ligada ao aumento da oferta global, especialmente na África, e à expectativa de safra maior também no Brasil, o que equilibra o mercado da principal matéria-prima do chocolate.
Apesar disso, o consumidor não deve perceber redução imediata nos preços dos chocolates e ovos de Páscoa. A indústria trabalha com contratos firmados anteriormente, quando o cacau ainda estava caro, além de outros custos que pesam na formação do preço final, como energia, embalagens, logística, tributos e margens do varejo.
Para os produtores, a queda já impacta a rentabilidade, com preços menores e custos elevados de insumos. A expectativa é de maior pressão sobre o mercado no segundo semestre, quando a oferta tende a crescer ainda mais. Ouça o áudio da coluna CBN Agronegócio e confira a análise completa sobre os impactos da queda do cacau para produtores, indústria e consumidores.