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Queda na arrecadação de impostos em Ribeirão deve impactar nas contas públicas

Fazenda diz que não há mais setores para cortar gastos mesmo após Dárcy Vera não cumprir medidas econômicas anunciadas em março
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Fazenda diz que não há mais setores para cortar gastos mesmo após Dárcy Vera não cumprir medidas econômicas anunciadas em março

Fazenda diz que não há mais setores para cortar gastos mesmo após Dárcy Vera não cumprir medidas econômicas anunciadas em março

A recente desaceleração econômica, com impacto direto na arrecadação de impostos em Ribeirão Preto, acende um alerta sobre a capacidade do município em manter investimentos em áreas consideradas essenciais. A queda no pagamento de tributos, como o IPTU e, principalmente, o ICMS, exige atenção e medidas estratégicas por parte da administração pública.

Queda na Arrecadação do ICMS Preocupa

Em atrássto, a prefeitura registrou uma queda de 5,7% no pagamento do IPTU, arrecadando R$ 11,5 milhões, quando a expectativa era de R$ 12,2 milhões. No entanto, a maior preocupação reside na diminuição do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços), diretamente ligado à atividade comercial. Segundo Francisco Sérgio Nalini, Secretário Municipal da Fazenda, essa queda tem afetado significativamente a arrecadação do município. A esperança da pasta é que as vendas de fim de ano impulsionem a arrecadação.

Estratégias para Recuperar a Arrecadação

Para tentar mitigar os efeitos da queda na arrecadação, a Secretaria da Fazenda planeja lançar a campanha “Limpe seu nome” na próxima semana. O objetivo é oferecer condições para que pessoas com parcelas do IPTU em atraso possam negociar suas dívidas. Adicionalmente, Nalini afirmou que o executivo já previa um cenário econômico desfavorável e que os projetos estão sendo desenvolvidos dentro das possibilidades orçamentárias.

Cortes e Medidas de Austeridade

Em março, a prefeita Darci Vera anunciou medidas de austeridade, incluindo a demissão de 25% dos cargos comissionados, a fusão de secretarias e a redução de contratos com terceirizados. A especialista em administração pública, Cláudia Passador, defende que o corte de comissionados é crucial para evitar que a população sofra com a falta de investimentos em áreas essenciais. Mauríjus Resende, professor da USP, aponta que a folha de pagamento da prefeitura é um dos maiores desafios para o orçamento da cidade.

Diante desse cenário, a administração municipal busca alternativas para garantir a continuidade dos serviços públicos e evitar maiores impactos negativos para a população.

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