O churrasco ficou mais acessível para os paulistas em 2025 com a redução nos preços dos principais cortes bovinos. Dados do IPS (Índice de Preços dos Supermercados), elaborado pela APAS (Associação Paulista de Supermercados) em parceria com a Fipe, mostram queda no chamado “quarteto fantástico” da carne: fraldinha, filé mignon, picanha e costela.
As maiores reduções foram registradas na fraldinha, com queda de 9,85%, e no filé mignon, que ficou 9,71% mais barato. A picanha também apresentou recuo, de 3,6%, enquanto a costela teve diminuição mais moderada, de 1,39%. Segundo o levantamento, os dados refletem uma tendência de alívio no bolso do consumidor, especialmente em um dos itens mais tradicionais da mesa paulista: o churrasco de fim de semana.
Fatores econômicos
De acordo com o economista-chefe da APAS, Felipe Queiroz, a redução nos preços é resultado de uma combinação de fatores econômicos e internacionais. Questões geopolíticas, como tarifas sobre exportações e um embargo temporário, aumentaram a oferta de carne no mercado interno.
Outro ponto determinante foi o câmbio. A queda do dólar ao longo do último ano, cotado em torno de R$ 5,20 no início de 2025, aliada à entrada recorde de capital estrangeiro, ajudou a sustentar o ciclo de preços mais baixos ao consumidor.
Clima e produção
As condições climáticas também colaboraram para o cenário favorável, permitindo maior disponibilidade de produtos no mercado interno. No entanto, a expectativa para o restante do ano é de uma alta moderada nos preços.
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O setor monitora com atenção os possíveis impactos do fenômeno El Niño, que pode alterar o regime de chuvas e temperaturas a partir do meio do ano. A piora das pastagens pode aumentar a necessidade de ração animal, elevando os custos da engorda bovina e, consequentemente, os preços nos supermercados.
Mercado externo
Mesmo sendo o maior exportador mundial de carne bovina, o Brasil também observa o comportamento do mercado internacional. Importações de países do Mercosul, como Argentina e Uruguai, entram na conta da chamada “geopolítica do churrasco”.
Nesse equilíbrio entre oferta interna, demanda externa e custo de produção, o consumidor sente os reflexos diretamente no açougue e no supermercado.



