De acordo com a Petrobras, a precificação do combustível é composta por diversos impostos com valores fixados
O preço dos combustíveis é um assunto que afeta diretamente todos os motoristas. Após o anúncio governamental de redução no preço da gasolina, observou-se um atraso no repasse dessa redução para os postos de combustíveis. Diversos setores apresentaram justificativas, com donos de postos alegando que as distribuidoras não repassaram a redução.
Distribuidoras e o Repasse da Redução
De acordo com nota do Núcleo Postos (órgão ligado à Acirp, representando cerca de 50% dos postos de Ribeirão Preto), as distribuidoras não repassaram as últimas reduções anunciadas pela Petrobras no preço da gasolina e do diesel. Em entrevista, representantes de distribuidoras alegaram que a redução de 7,2% anunciada pelo governo não impacta diretamente no preço final ao consumidor, devido à presença de até 27% de álcool na composição da gasolina. A alegação sobre o anidro, no entanto, não se sustenta, pois seu preço se mantém estável apesar da safra e da consequente queda de preço esperada.
Fatores que Influenciam o Preço Final
A Petrobras afirma repassar integralmente os reajustes às distribuidoras. No entanto, o preço final ao consumidor é influenciado por diversos fatores: 11% de lucro para distribuição e revenda, 12% para o custo do anidro (que está em queda), 29% para o ICMS, 15% para impostos (PIS, Pasep, Cofins) e 33% para a Petrobras. Ou seja, uma grande parte do preço final é composta por impostos, o que dificulta o repasse integral da redução anunciada pelo governo. Além disso, o preço é livre para as distribuidoras e postos, que consideram seus custos e margens de lucro.
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Preços em Ribeirão Preto e Conclusões
Ribeirão Preto apresenta um dos preços de gasolina mais altos do estado de São Paulo. Análises comparativas mostram que o preço na refinaria da Petrobras em Ribeirão Preto é superior ao de outras cidades como Paulínia e São José dos Campos. A alta carga tributária, tanto federal quanto estadual (43% do preço final), é o principal fator que impede uma redução mais significativa no preço da gasolina ao consumidor. Apesar dos anúncios governamentais de redução, a complexidade tributária e a livre precificação das distribuidoras e postos resultam em um impacto menor do que o esperado no preço final pago pelo consumidor. Ações governamentais para redução de impostos são necessárias para um impacto mais efetivo.



