Índice não registrava deflação desde setembro do ano passado; economista Edgard Monforte Merlo comenta o cenário
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação de 0,08% em junho de 2023, a primeira queda desde setembro de 2022. Para entender melhor esse cenário, conversamos com o economista Edgar Montforte.
O que significa a deflação de junho?
Segundo Montforte, a deflação indica uma redução nos preços de uma cesta de produtos de consumo, incluindo alimentação e transporte. Embora o percentual de 0,08% pareça pequeno, representa uma mudança significativa em relação ao cenário anterior de alta contínua dos preços. A deflação, no entanto, não significa que o consumidor irá sentir o impacto imediatamente no bolso.
Impacto da deflação no consumidor e perspectivas para o futuro
O economista destaca que o principal ganho é a interrupção do processo de crescimento dos preços. A tendência é de estabilidade, com possibilidade de queda contínua. A análise dos últimos 12 meses também aponta para uma redução na variação dos preços. Montforte acredita que, a longo prazo, o consumidor perceberá a diminuição da pressão inflacionária. A política de taxas de juros altas contribui para esse cenário, freando o aumento dos preços.
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Dicas para o consumidor
Com a queda dos preços, nem todos os produtos terão o mesmo comportamento. Montforte recomenda que o consumidor pesquise bastante antes de comprar, comparando preços e marcas. Essa pesquisa é fundamental, principalmente no início do processo de queda de preços, pois algumas empresas demoram mais para repassar as reduções. Fazer uma lista de compras e planejar as compras de supermercado são também medidas importantes para economizar.
Em resumo, a deflação de junho, embora sutil, representa um ponto positivo na economia brasileira, sinalizando uma tendência de estabilidade e queda de preços. A pesquisa e o planejamento são essenciais para que o consumidor aproveite ao máximo esse cenário.



