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Queda traz otimismo, mas preço do gás de cozinha ainda pesa no orçamento das famílias

Sobre a queda divulgada pela Petrobras, confira a análise do economista Adnan Jebailey
preço gás de cozinha
Sobre a queda divulgada pela Petrobras, confira a análise do economista Adnan Jebailey

Sobre a queda divulgada pela Petrobras, confira a análise do economista Adnan Jebailey

O preço do gás de cozinha teve uma redução de 4,7% nas distribuidoras a partir de hoje, equivalente a R$ 2,60 no botijão de 13 quilos. Essa queda sucede um aumento de R$ 5,00 na semana anterior, elevando o preço médio para R$ 112,00. Apesar da redução, o valor atual permanece superior ao do mesmo período do ano passado, impactando o orçamento das famílias brasileiras e com pouca influência na queda da inflação.

Redução no preço e impacto no consumidor

A redução anunciada pela Petrobras se deve a uma retração, ainda que pequena e com grande variação, no mercado internacional. No entanto, o economista Adnan Gebayle destaca que o preço do gás no Brasil continua alto, exigindo políticas públicas como o vale-gás em São Paulo para auxiliar a população mais vulnerável. Ao comparar com a gasolina, Gebayle aponta que a redução desta última foi influenciada por reduções de impostos estaduais (ICMS), mascarando parcialmente a inflação.

Impostos e cenário econômico

Embora o governo tenha reduzido ou zerado alguns impostos sobre o gás de cozinha, o preço permanece elevado, agravado pela alta taxa de desemprego e precarização do trabalho no Brasil. Gebayle ressalta que, mesmo com as reduções, o acesso a itens básicos continua difícil para muitas famílias, principalmente devido à inflação que afeta principalmente os alimentos e moradia. A redução de R$ 2,60, após um aumento de R$ 5,00, provavelmente não terá um impacto significativo perceptível para o consumidor, ao contrário do que ocorreu com a gasolina.

Perspectivas futuras

Sobre as perspectivas futuras, Gebayle aponta a volatilidade do mercado internacional, influenciada pela guerra entre Rússia e Ucrânia e pela possibilidade de recessão global. A curto prazo, é difícil prever uma queda significativa nos preços. A Petrobras, embora tenha tendência a reduzir preços para impactar o IPCA, pode surpreender com reduções mais expressivas no segundo semestre. O economista finaliza analisando o recorde de saques da poupança em atrássto (R$ 22 bilhões), indicando que muitas famílias estão utilizando suas reservas para cobrir despesas básicas, como o gás de cozinha, demonstrando o impacto da inflação em diferentes classes sociais.

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