Baixa no acumulado de 2015 foi de 1,09% para as unidades paulistas, segundo boletim divulgado pela APAS
O setor supermercadista do estado de São Paulo enfrenta um período de retração, com um recuo de 7,8% no faturamento real em outubro, comparado a setembro deste ano. No acumulado de janeiro a outubro de 2015, a queda foi de 1,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Embora o número possa parecer modesto, o setor demonstra preocupação com o cenário atual.
Impacto dos Custos Elevados
César Gricky, diretor regional da APAS, destaca que o setor supermercadista geralmente é o último a sentir os reflexos da economia, devido à venda de produtos de primeira necessidade. No entanto, o aumento significativo dos custos, como energia elétrica (que subiu 100% em um ano) e impostos, tem impactado negativamente o setor. As margens de lucro, já apertadas, foram ainda mais reduzidas para evitar repassar os custos elevados aos consumidores.
Perspectivas para o Futuro e Necessidade de Incentivos
Apesar das dificuldades, a expectativa para o próximo ano é de um crescimento de 1%. No entanto, o primeiro semestre deve ser desafiador, com uma melhora esperada apenas para o segundo semestre. Para reverter o cenário atual, Gricky defende a necessidade de incentivos à economia, em vez do aumento de impostos, que acaba sendo repassado aos consumidores. Ele argumenta que a política econômica atual está transferindo a conta para o setor e para o consumidor final.
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Expectativas para o Natal
Com a proximidade do Natal, o setor varejista aposta em um bom desempenho nas vendas, mesmo em meio à crise. A expectativa é que o consumidor, mais propenso a ficar em casa e menos a viajar, invista mais na ceia natalina. Além disso, o fato de o Natal cair em uma sexta-feira, emendando com o fim de semana, pode estimular as comemorações em família e, consequentemente, o consumo.
O cenário exige atenção e adaptação por parte do setor, que busca alternativas para minimizar os impactos da crise e garantir o abastecimento da população.



