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Quedas em idosos exigem prevenção e adaptação do ambiente para evitar acidentes graves

Especialista alerta para riscos dentro de casa, perda de massa óssea e muscular e importância da atividade física na prevenção de quedas
Quedas
AndreyPopov de Getty Images / Canva

As quedas estão entre os principais riscos à saúde da população idosa e podem ter consequências graves, incluindo fraturas, perda de autonomia e até morte. Segundo dados citados durante entrevista à CBN Ribeirão, cerca de 684 mil pessoas morrem todos os anos no mundo em decorrência de quedas, que representam a segunda principal causa de morte por lesões não intencionais, atrás apenas dos acidentes de trânsito.

Além disso, aproximadamente 37 milhões de quedas exigem atendimento médico anualmente, gerando impacto significativo nos sistemas de saúde. O tema ganha destaque em razão do Dia Mundial de Prevenção de Quedas, celebrado em 24 de junho.

Em entrevista à CBN Ribeirão, a geriatra Elisângela Chaves, membro da Organização Nacional de Acreditação (ONA), explicou os principais fatores relacionados ao envelhecimento que aumentam o risco desses acidentes e apontou medidas de prevenção.

Envelhecimento

Segundo a especialista, o processo natural de envelhecimento está associado à perda gradual de massa muscular, massa óssea e à piora das condições articulares. Entre as mulheres, especialmente após a menopausa, alterações hormonais aumentam o risco de osteoporose, caracterizada pelo enfraquecimento dos ossos.

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A médica destaca que as quedas têm origem multifatorial, mas a preservação da força muscular e da massa óssea está entre os fatores mais importantes para reduzir os riscos. Essas condições influenciam diretamente a mobilidade e a estabilidade do idoso ao longo dos anos.

A prevenção deve começar cedo. De acordo com a geriatra, a formação da massa óssea e muscular ocorre principalmente até os 30 anos de idade. A partir desse período, o organismo passa a perder essas estruturas gradativamente, tornando ainda mais importante a adoção de hábitos saudáveis ao longo da vida.

Prevenção

Uma alimentação rica em cálcio e a prática regular de atividade física são apontadas como medidas fundamentais para preservar a saúde óssea e muscular. Entre os alimentos recomendados estão derivados do leite e verduras de folhas escuras.

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A especialista ressalta que exercícios que envolvem resistência e fortalecimento muscular, como musculação, pilates e atividades que exigem carga, apresentam benefícios importantes para a manutenção da força e da massa óssea. Apenas a caminhada, segundo ela, pode não ser suficiente para esse objetivo.

Durante a entrevista, a médica também comentou sobre o uso da creatina. Segundo ela, o suplemento pode auxiliar na manutenção da energia muscular, principalmente para pessoas que praticam atividade física regularmente e mantêm uma rotina de exercícios de força.

Riscos domésticos

Cerca de 70% das quedas acontecem dentro de casa, ambiente onde muitos fatores de risco podem passar despercebidos. Tapetes, móveis que dificultam a circulação, pisos escorregadios e iluminação inadequada estão entre os principais perigos citados pela especialista.

A médica recomenda adaptações no ambiente para torná-lo mais seguro e acessível. Entre elas estão a instalação de barras de apoio em banheiros, melhoria da iluminação, utilização de luzes noturnas em corredores e o uso de calçados fechados, mesmo dentro de casa.

Segundo a geriatra, doenças como diabetes, labirintite, artrose e enfermidades neurológicas também aumentam o risco de quedas. Quando associadas a ambientes inadequados, essas condições tornam os acidentes ainda mais frequentes.

A especialista também alertou que cair não deve ser considerado algo normal do envelhecimento. Ela afirmou que muitos idosos não relatam quedas durante consultas médicas por acreditarem que esses episódios fazem parte da idade, o que dificulta a identificação e a prevenção de novos acidentes.

O alerta se estende ainda aos ambientes hospitalares, onde pacientes idosos podem apresentar maior risco de quedas devido à internação, ao desconhecimento do espaço, ao uso de equipamentos médicos e a quadros de confusão mental associados a algumas doenças.

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