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Queimadas criminosas em canaviais e a estiagem prolongada afetam a safra de cana na região

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Queimadas criminosas canaviais
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A severa seca e os incêndios que assolaram a região têm causado um impacto devastador nas plantações, aprofundando a crise econômica que já aflige o setor sucroalcooleiro. Os prejuízos acumulados ameaçam comprometer também o planejamento e a preparação para a colheita do próximo ano.

Moagem Antecipada e Perdas Significativas

Uma usina em Pitangueiras se prepara para encerrar a moagem mais cedo do que o esperado, refletindo o cenário desfavorável. A expectativa inicial dos proprietários era alcançar 2,7 milhões de toneladas de cana, mas a colheita ficará aquém dessa projeção, conforme declarações do diretor da empresa, Antônio Tonielo Filho. Ele ressalta que, apesar dos investimentos em infraestrutura para colheita sem queima, a usina enfrentou incêndios criminosos que consumiram cerca de 200 mil toneladas de cana, impactando negativamente a produtividade.

Impacto das Queimadas na Produção

Antônio Dipado Rodríguez, diretor técnico da União das Indústrias de Cana de Açúcar (Única), reforça que as queimadas criminosas intensificam os prejuízos dos produtores de açúcar e álcool. Ele exemplifica que a cana colhida após um incêndio em maio só poderá ser novamente aproveitada em setembro do ano seguinte. Essa perda do ciclo produtivo e o desequilíbrio na colheita da próxima safra, quando a colheita é possível, são consequências diretas das queimadas.

Crise Prolongada e Impacto no Consumidor

José Carlos de Lima Júnior, consultor de agronegócios da USP Ribeirão, aponta que as queimadas e a seca agravaram uma situação que o setor enfrenta desde 2008. Ele destaca que o setor tem sido penalizado por eventos climáticos adversos nos últimos anos, como a geada fora de época em 2012, o excesso de chuvas em 2013 e a atual falta de chuva em 2014. A expectativa é que o impacto dessa crise chegue ao mercado e, consequentemente, ao consumidor, com um possível aumento no preço do etanol a partir do próximo ano.

O setor acompanha atentamente os desdobramentos da situação, buscando alternativas para mitigar os impactos negativos e garantir a sustentabilidade da produção.

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