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Queixas de crimes sexuais contra vulneráveis caem cerca de 20% durante a pandemia

Promotor, Arthur de Lemos Junior, explica que a diminuição pode estar relacionada à queda das denúncias e não dos crimes
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Promotor, Arthur de Lemos Junior, explica que a diminuição pode estar relacionada à queda das denúncias e não dos crimes

Promotor, Arthur de Lemos Junior, explica que a diminuição pode estar relacionada à queda das denúncias e não dos crimes

A pandemia de COVID-19 trouxe à tona um problema alarmante: a dificuldade na denúncia de violência sexual contra crianças e adolescentes em São Paulo. Um relatório conjunto do Instituto Sou da Paz, Ministério Público de São Paulo e UNICEF revelou uma queda de quase 20% nas denúncias desse tipo de crime durante o isolamento social.

A Queda nas Denúncias e o Aumento Oculto dos Casos

Embora o número de denúncias tenha diminuído, isso não significa uma redução na ocorrência de crimes sexuais contra crianças e adolescentes. Pelo contrário, o Dr. Artur Pinto de Lemus Jr., promotor de justiça e secretário especial de políticas criminais, explica que a maioria dos casos (80% a 90%) ocorre dentro de casa. Com o isolamento social, as vítimas ficaram mais expostas aos seus agressores, dificultando ainda mais a denúncia. A queda nas estatísticas, portanto, reflete a dificuldade de acesso a canais de denúncia, e não uma diminuição real dos crimes.

O Desafio da Identificação e Denúncia

O Dr. Lemus destaca a importância da conscientização da população. A maioria dos crimes ocorre em ambientes privados, dificultando a detecção por terceiros. A identificação do abuso é ainda mais complexa em casos de crianças com deficiência, especialmente intelectual, representando cerca de 7% das vítimas segundo o relatório. Mesmo com leis que privilegiam depoimentos por profissionais especializados, a falta desses profissionais e de estruturas adequadas na polícia judiciária representa um grande obstáculo.

A Importância da Denúncia e os Canais de Atendimento

Apesar das dificuldades, é crucial que casos suspeitos sejam denunciados. A população pode procurar a Polícia Civil, a Polícia Militar (190), os Conselhos Tutelares, ou o Ministério Público por meio da ouvidoria ([email protected]). Qualquer informação, mesmo anônima, é valiosa para a investigação e responsabilização dos agressores. A denúncia é fundamental para combater esse crime silencioso e proteger crianças e adolescentes.

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