Alta do dólar e o aumento do valor da farinha de trigo tem feito as ‘pastas’ ficarem mais caras
Lisboa, boa tarde! Para todos que nos acompanham, vamos falar sobre a alta nos preços das massas frescas. A principal causa? O aumento no preço da farinha de trigo, diretamente ligado à variação cambial do dólar.
A farinha de trigo e o dólar
A combinação de massa e molho conquista muitos paladares. Antônio, gerente de supermercado, aponta diversos fatores para a alta da farinha de trigo: a safra, a necessidade de vendas da Argentina (principal parceiro comercial do Brasil), e a instabilidade cambial do dólar no início do ano. Todos esses fatores impactaram diretamente o preço final do produto.
Impacto nos preços das massas
Em um supermercado em Ribeira, o preço do macarrão subiu 12% em comparação ao mesmo período do ano passado. O impacto também atingiu as massas frescas (pastel, canelone, ravioli), com um aumento médio de 21% em relação a junho de 2019. O gerente destaca o custo adicional de produção dessas massas, que são artesanais, refrigeradas e possuem prazo de validade reduzido, o que encarece transporte e armazenamento.
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Outros ingredientes, como o molho de tomate, também sofreram aumentos significativos. Em São Paulo, houve um aumento de mais de 50% no preço da caixa de tomate em apenas uma semana.
Perspectivas futuras
Há uma perspectiva positiva a longo prazo. Antônio prevê uma melhora na cotação da farinha a partir de setembro e outubro, com a chegada da nova safra brasileira. Até lá, os preços devem permanecer elevados. Vale lembrar que as vendas de massas cresceram quase 5% devido à pandemia, contribuindo para o aumento dos preços. Mais de 80% do trigo consumido no Brasil é importado da Argentina, deixando o país dependente das flutuações do dólar.



