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Quem nunca recorreu a alguma superstição para tentar curar alguma doença, não é mesmo?

Simpatias, receitas caseiras... medidas podem fazer parte da vida de boa parte dos brasileiros, mas não substituem tratamentos!
Quem nunca recorreu a alguma superstição
Simpatias, receitas caseiras... medidas podem fazer parte da vida de boa parte dos brasileiros, mas não substituem tratamentos!

Simpatias, receitas caseiras… medidas podem fazer parte da vida de boa parte dos brasileiros, mas não substituem tratamentos!

O médico pediatra e professor da USP, Quem nunca recorreu a alguma superstição, Ivã Savioli, esclareceu diversos mitos populares relacionados à saúde infantil durante participação na Rádio CBN. Entre os temas abordados, ele destacou que não há embasamento científico para a crença de que leite e manga não podem ser consumidos juntos. Segundo o especialista, essa combinação não causa mal, desde que não seja ingerida em excesso.

Mitologia e doenças populares: Savioli explicou que o chamado “cobreiro”, popularmente conhecido, é o herpes-zóster, uma doença causada pelo mesmo vírus da catapora. Ele ressaltou que o herpes-zóster é autolimitado e tende a melhorar espontaneamente em pessoas com imunidade em dia, embora existam medicamentos que podem reduzir a duração e a intensidade da dor.

Práticas tradicionais e riscos associados

O médico também comentou sobre antigas práticas populares, como o uso de teia de aranha e borra de café para cicatrizar o coto umbilical, que podem causar complicações graves. Ele relacionou essas práticas ao “mal dos sete dias”, atualmente identificado como tétano neonatal, doença com alta letalidade que se manifestava por volta do sétimo dia de vida. Hoje, a prevenção é feita por meio da vacinação da gestante e cuidados adequados com o coto umbilical, evitando a aplicação de substâncias não recomendadas.

Hernia umbilical e soluções caseiras: Sobre a hérnia umbilical, comum em crianças, Savioli afirmou que a maioria dos casos se resolve espontaneamente até o final do primeiro ano de vida. Ele desmentiu a eficácia de métodos tradicionais, como colocar moedas ou faixas no umbigo para acelerar a cura, ressaltando que essas práticas não possuem fundamento científico.

Outras crenças populares: O pediatra também abordou o uso de linha na testa do bebê para interromper o soluço, explicando que o soluço cessa naturalmente conforme o estômago da criança esvazia, e que a linha não tem efeito comprovado. Além disso, mencionou que o chamado “bichinho geográfico” é uma verminose que também pode melhorar espontaneamente, embora existam medicamentos que aceleram a cura.

Informações adicionais

Savioli indicou que muitas doenças infecciosas em crianças são autolimitadas e tendem a melhorar sem intervenção, mas enfatizou a importância do acompanhamento médico e do uso de tratamentos quando indicados. Ele também sinalizou a continuidade do tema em futuras participações, abordando outros mitos relacionados à saúde infantil.

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