Músico, que tem diversos hits, se apresenta em Ribeirão Preto neste sábado (26); conheça um pouco da história do artista!
O cantor e compositor Raimundo Fagner, Quem nunca ‘se embalou’ ao ouvir uma música de Fagner, cantor que completa 75 anos neste mês?, um dos grandes nomes da música brasileira, comemorou recentemente seus 75 anos de idade e 50 anos de carreira. Nascido em 13 de outubro de 1949, na pequena localidade de Oroz, distrito da cidade de Ico, no Ceará, Fagner construiu uma trajetória marcada por sucessos e parcerias importantes, consolidando-se como uma referência da música popular brasileira (MPB).
Início da carreira e primeiros passos
Desde a adolescência, Fagner demonstrava interesse pela música, participando de concursos locais e ganhando destaque. Em 1970, ao ingressar no curso de arquitetura na Universidade Federal do Ceará (UFC), continuou a participar de competições musicais, conquistando três prêmios que chamaram a atenção das gravadoras. Em 1981, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde passou a integrar a cena musical ao lado de artistas renomados, como Elis Regina e o compositor Bosco.
Discografia e estilo musical: Ao longo de sua carreira, Fagner lançou diversos álbuns, com uma produção significativa nas décadas de 1970, 1980 e 1990. Na década de 1970, gravou seis discos; nos anos 1980, onze; e, a partir dos anos 2000, passou a focar em parcerias e projetos colaborativos. Entre os álbuns mais destacados estão Terral (1997) e Romance no Deserto (1987).
Seu repertório é marcado por baladas românticas e letras que abordam temas como amor, arrependimento, saudade e emoção. Canções como “Borbulhas de Amor”, “Spumas ao Vento” e “Deslizes” são exemplos de seu estilo, que combina sensibilidade e poesia.
Principais obras e parcerias: “Borbulhas de Amor”, lançada em 1991, é uma das músicas mais conhecidas de Fagner. A canção é uma versão de um bolero original do cantor dominicano Juan Luis Guerra, traduzida para o português pelo poeta Ferreira Gullar a pedido do próprio Fagner. A música traz uma letra com conotações sensuais e um diálogo entre razão e emoção.
Outra canção emblemática é “Spumas ao Vento”, do álbum Terral, que trata de arrependimento e término de relacionamento. Já “Deslizes”, do disco Romance no Deserto, aborda a aceitação dos erros na relação amorosa, com uma letra profunda e emotiva.
Fagner também é conhecido por suas parcerias com outros artistas, como Zé Ramalho, com quem lançou trabalhos em 2010, e Renato Teixeira, com quem mantém uma colaboração recente. Além disso, em 2003, lançou um CD e DVD em parceria com Zaccarias Balerra, fortalecendo sua atuação em projetos conjuntos.
Contribuições para a música cearense e controvérsias
Durante sua carreira, Fagner também contribuiu para a divulgação de outros artistas cearenses. Ao assinar contrato com a gravadora CBS no início dos anos 1980, teve a possibilidade de produzir álbuns para nomes como Zé Ramalho, Barralho e Melinha, fortalecendo a cena musical do Ceará.
Um episódio polêmico envolvendo Fagner refere-se à música “Canteiros”, presente em seu primeiro álbum de 1973, Manera. A canção, que mistura elementos de rock e balada, aborda temas como melancolia, saudade e urgência pela vida, e contém citações de obras de Tom Jobim e do poema “Marcia”, de Cecília Meireles. As filhas da poetisa moveram uma ação judicial contra Fagner por direitos autorais, alegando que a letra da música era uma cópia do poema original, com pequenas alterações. O processo foi concluído em 1999, com um acordo entre as partes, e a música foi relançada oficialmente.
Panorama
Fagner segue ativo na música, mantendo uma carreira sólida e diversificada. Em comemoração aos seus 75 anos, realizou shows em Ribeirão Preto, no Multiplan Shopping, celebrando cinco décadas de trabalho artístico. Sua produção musical é marcada pela qualidade e pela capacidade de se reinventar, seja por meio de parcerias ou pela reinterpretação de clássicos da MPB.
Além de sua importância artística, Fagner também é conhecido por seu bom humor e por declarações que geram repercussão, como a recente comparação feita entre DJs e desastres ambientais, que motivou uma resposta bem-humorada do cantor Locke, com quem Fagner gravou uma música.
Com uma trajetória que atravessa gerações, Raimundo Fagner permanece como um dos nomes mais respeitados da música brasileira, destacando-se pela sensibilidade de suas composições e pela influência que exerce sobre novos artistas.