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Quem precisa da previdência privada?

Ouça a coluna 'CBN Vida e Aposentadoria', com Hilário Bocchi
previdência privada
Ouça a coluna 'CBN Vida e Aposentadoria', com Hilário Bocchi

Ouça a coluna ‘CBN Vida e Aposentadoria’, com Hilário Bocchi

A busca por segurança financeira na aposentadoria leva muitos brasileiros a considerar a previdência privada. Contudo, antes de embarcar nessa jornada, é crucial entender a relação entre a previdência complementar e as obrigações com o INSS. Este artigo visa esclarecer os pontos essenciais para uma decisão informada.

INSS: O Primeiro Passo Obrigatório

É fundamental que o trabalhador esteja ciente de suas obrigações com o INSS. Muitos acreditam que a previdência privada os isenta de contribuir para o sistema público, um equívoco que pode gerar sérios problemas com a Receita Federal. Antes de investir em um plano complementar, é imprescindível:

  • Levantar o histórico de contribuições ao INSS.
  • Verificar possíveis pendências.
  • Simular o valor da aposentadoria a ser recebida pelo INSS.
  • Planejar as contribuições futuras para otimizar o benefício.

Previdência Privada: Complemento, Não Substituição

Após analisar a situação junto ao INSS, o investidor poderá avaliar a real necessidade de um plano de previdência complementar. Em alguns casos, outros investimentos podem se mostrar mais vantajosos para garantir a renda futura. A falta de planejamento financeiro, muitas vezes, leva à frustração, pois os resultados não correspondem às expectativas.

Escolhendo o Plano Ideal: PGBL ou VGBL?

No mercado, existem dois tipos básicos de planos de previdência privada: PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). A escolha entre eles depende do regime tributário do investidor:

  • VGBL: Indicado para quem declara o Imposto de Renda no formulário simplificado.
  • PGBL: Mais adequado para quem utiliza o formulário completo, pois permite a dedução das contribuições no IR.

É importante estar atento às taxas de administração, mesmo em planos com “taxa zero”, pois podem esconder outras desvantagens. A portabilidade permite migrar de um plano para outro, caso a performance não seja satisfatória.

Simular o valor do resgate, já com a dedução dos tributos, é uma excelente forma de avaliar o real potencial do plano e alinhar as expectativas com a realidade.

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