Advogado, Guilherme Galhardo, explica que a renegociação é uma ferramenta fundamental na hora de se recuperar financeiramente
Com o fim do semestre e o final do ano se aproximando, muitas pessoas já estão fazendo planos. Mas, segundo o Dr. Guilherme Galhar, advogado especialista em dívidas, não é possível pensar em mudança ou crescimento com o nome sujo. É preciso ter cuidado ao negociar com credores e bancos, pois algumas propostas podem piorar a situação financeira.
Principais erros que levam ao endividamento
O Dr. Galhar destaca que o maior erro é achar que está quitando todas as dívidas quando, na verdade, isso não ocorre. Muitas vezes, pessoas são abordadas por supostos representantes de bancos ou fundos de crédito, oferecendo descontos atrativos em negociações. No entanto, esses acordos podem deixar débitos pendentes, fazendo com que o indivíduo acredite estar com o nome limpo quando, na realidade, ainda possui dívidas.
Proteção ao Consumidor e Práticas Abusivas
O advogado enfatiza a importância de conhecer os direitos do consumidor, amparados pelo Código de Defesa do Consumidor. É crucial ter acesso a informações claras e detalhadas sobre a dívida, incluindo valores, juros e condições de pagamento, evitando práticas abusivas como juros ou multas excessivas. O consumidor pode procurar o credor para negociar ou utilizar plataformas digitais e iniciativas governamentais que facilitam esse processo. Porém, é preciso cautela, pois a facilidade também abre espaço para golpes.
Consequências do Atraso no Pagamento de Dívidas
Deixar de pagar dívidas por um longo período, na esperança de conseguir um desconto maior futuramente, é extremamente arriscado. O Dr. Galhar alerta que a dívida pode ser cobrada judicialmente por anos, mesmo após um tempo considerável. Sistemas de busca de bens e laranjas tornam cada vez mais difícil esconder ativos para evitar o pagamento. As empresas de proteção ao crédito, como Serasa e SPC, podem negativar o nome a pedido do credor, impactando o acesso a crédito por cinco anos.
Em resumo, a educação financeira e a disciplina são essenciais para evitar o endividamento. Antes de qualquer negociação, procure orientação profissional para garantir que seus direitos sejam respeitados e que o acordo seja justo e eficaz. Não se deixe enganar por ofertas muito atrativas e sempre verifique se todas as suas dívidas estão incluídas no acordo.



