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Quibe, esfirra, babaganuche! CBN Sabores desta semana traz as delícias da comida árabe

Culinária conquistou o gosto do brasileiro e está presente nos bares e restaurantes; chef, Fida Aude, apresenta receitas
Quibe
Culinária conquistou o gosto do brasileiro e está presente nos bares e restaurantes; chef, Fida Aude, apresenta receitas

Culinária conquistou o gosto do brasileiro e está presente nos bares e restaurantes; chef, Fida Aude, apresenta receitas

Em entrevista durante um programa matinal, a chef Fida, nascida no Líbano e responsável por um restaurante de comida libanesa, falou sobre a riqueza e a diversidade da culinária árabe. Ao longo da conversa, ela destacou ingredientes, técnicas e memórias que atravessam gerações e chegam aos cardápios brasileiros.

Sabores e temperos

Segundo Fida, a cozinha libanesa privilegia equilíbrio e aromas mais do que o excesso de condimentos. ‘‘Não usamos muita pimenta-do-reino’’, explicou, citando temperos tradicionais como za’atar (zata) e sumac, além da pimenta síria, com sabor mais adocicado. Esses elementos, presentes em saladas, carnes e pães, definem parte do caráter da gastronomia levantina.

Pratos e tradições à mesa

Entre os itens mais conhecidos no Brasil estão a esfirra e o kibbeh (kibe). Fida ressaltou que a esfirra, amplamente popularizada por aqui, tem origem mais próxima da Síria, enquanto o kibbeh combina trigo e carne em suas várias versões. A colhada, ou iogurte fresco, também faz parte da rotina alimentar — originalmente preparada com leite de cabra devido à geografia montanhosa do Líbano.

Ela contextualizou mudanças de hábitos: antes, cortes de carne eram usados com parcimônia e a proteína funcionava como ingrediente para várias receitas. Exemplos históricos incluem a jadra (mistura de arroz e lentilha) — antes baseada em trigo quando o arroz era mais caro. ‘‘A mesa libanesa é sempre cheia e acolhedora’’, lembrou a chef, traçando um paralelo com a cultura italiana de reunir família e amigos.

Café, doces e memórias

O café árabe, detalhou Fida, é preparado fervido e não coado: a água é aquecida com pouco pó e o líquido sobe ao fogo algumas vezes até decantar. O resultado chega à mesa quente e aromático, diferente do café coado. Sobre os doces, ela destacou a valorização de nozes, amêndoas e pistache; ingredientes como o caju também aparecem, embora custem mais caro nas origens árabes. Frutas frescas e folhados recheados com cremes e castanhas fecham o panorama das sobremesas tradicionais.

Ao relembrar sua chegada ao Brasil aos cinco anos, Fida contou que a família manteve o idioma, os hábitos e as receitas de casa. Hoje, ao trazer esses sabores para o restaurante e para programas de rádio, ela busca preservar tradições e apresentar ao público brasileiro uma culinária marcada por história, simplicidade e generosidade à mesa.

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