Quem explica o novo termo é o David Forli Inocente no Carreiras e Lideranças
O fenômeno do quiet quitting, ou “quiet-kiting”, tem gerado debates no mundo corporativo. Mas o que significa exatamente essa nova tendência? Trata-se de uma postura profissional em que os funcionários realizam apenas as tarefas mínimas exigidas, sem se comprometer além do necessário.
O que é Quiet Quitting?
O termo surgiu com o engenheiro Zair Khan, nos Estados Unidos. A ideia central é trabalhar para viver, e não viver para trabalhar, realizando o mínimo necessário para cumprir as obrigações laborais. Não se trata de preguiça ou doença, mas de uma mudança de perspectiva em relação ao trabalho.
Causas e Consequências
Uma pesquisa da Gallup mostra que cerca de 50% da força de trabalho se enquadra no perfil do quiet quitting. Fatores como a pandemia, queda na renda e aumento dos preços contribuem para esse cenário, gerando uma sensação de falta de propósito no trabalho. Como resposta, algumas empresas têm adotado o quiet firing, criando situações insustentáveis para que os funcionários se demitem.
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Liderança e Engajamento
Para lidar com essa situação, a liderança desempenha um papel crucial. É necessário acompanhar de perto a equipe, medir as entregas, e permitir que os funcionários escolham os caminhos para alcançar os resultados. O reconhecimento público dos avanços também é fundamental para aumentar o engajamento e a motivação. Lideranças atentas e com equipes menores (até 8 pessoas) podem melhor monitorar o desempenho e auxiliar seus colaboradores.
Em resumo, o quiet quitting reflete uma mudança de valores e expectativas no ambiente de trabalho. A chave para lidar com essa tendência reside em uma liderança mais presente, atenta às necessidades da equipe e focada no engajamento e reconhecimento individual.