Você sabe o que é o quociente eleitoral e por quê isso acontece?
Em eleições proporcionais, como as para vereador, a matemática define quem ocupa as vagas na Câmara, mesmo que candidatos com mais votos individuais fiquem de fora. Nem sempre o candidato mais votado garante a cadeira. Entender esse processo requer analisar o cociente eleitoral e o desempenho partidário.
Cociente Eleitoral: A Chave para Entender a Distribuição de Vagas
O cociente eleitoral é calculado dividindo-se o número total de votos válidos pelo número de vagas disponíveis na Câmara. Em Salles Oliveira, por exemplo, com 6.310 votos válidos e 9 vagas, o cociente foi de 701 votos. Este é o número mínimo de votos que um partido precisa para garantir uma vaga.
O Papel do Partido e a Importância dos Votos de Legenda
Mesmo que um candidato tenha muitos votos, se seu partido não atingir o cociente eleitoral, ele não se elege. O caso de Natanael Williams, eleito com apenas 88 votos em Salles Oliveira, ilustra bem este ponto. Seu partido, o PDT, somou 399 votos, que, divididos pelo cociente eleitoral (701), resultaram em 0,56 vagas. Este número é arredondado para 1, garantindo uma vaga ao partido. Como Williams foi o candidato mais votado dentro do PDT, ele conquistou a vaga.
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A Sorte e a Matemática nas Eleições
O sistema demonstra que a eleição de um vereador depende tanto de sua votação individual quanto do desempenho de sua legenda. Em Salles Oliveira, o PDT, mesmo com poucos votos, conseguiu uma vaga graças ao sistema proporcional. Candidatos com mais votos individuais podem ficar de fora se seus partidos não atingirem o quociente eleitoral. Este ano, MDB e PL foram os partidos que mais elegeram vereadores em Salles Oliveira, com três cada, mostrando a importância do trabalho partidário na conquista de cadeiras na Câmara Municipal.



