Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema) conseguiu na Justiça o pedido de desapropriação destas áreas
Cerca de mil famílias que vivem em ranchos às margens do Rio Pardo, entre Jardinópolis, Sertãozinho e Cruz das Posses, foram surpreendidas com uma ordem judicial de desocupação. A decisão, que visa a preservação ambiental da área, gerou um impasse que dura há mais de 23 anos.
Desocupação e Impasse Judicial
A ordem judicial determina a desocupação imediata dos ranchos, com a ameaça de demolição caso os moradores não cumpram a decisão. A Polícia Militar Ambiental e oficiais de justiça estão no local, impedindo o acesso aos ranchos. Os moradores, muitos deles há mais de 20 anos na região, alegam que não foram devidamente notificados e que a decisão judicial não os considera como parte interessada no processo.
A Luta dos Moradores e as Consequências
Os moradores relatam que a usina responsável pela área cedeu as terras há 40 anos, e que eles próprios recuperaram a vegetação local. A demolição dos ranchos, segundo eles, causará danos ambientais ainda maiores, devido à necessidade de derrubar árvores nativas para removê-los. A falta de um plano para a destinação do material retirado também preocupa os moradores. Além disso, a proibição de acesso aos ranchos impede que as famílias retirem seus pertences, gerando uma situação de grande insegurança e prejuízo.
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Ação da Prefeitura e o Futuro dos Rancheiros
A prefeitura de Jardinópolis é criticada por sua inércia diante da situação. Os moradores reclamam da falta de assistência social e de um plano de apoio para as famílias desalojadas. Representantes dos rancheiros buscam auxílio jurídico e tentam reverter a decisão judicial, inclusive buscando apoio em Brasília. A situação afeta centenas de famílias, com muitos moradores ainda sem notificação oficial e temendo o futuro incerto.
A situação dos rancheiros demonstra a complexidade de conflitos fundiários e ambientais, exigindo uma solução que contemple tanto a preservação ambiental quanto os direitos das famílias afetadas. A busca por uma resolução justa e humanitária é fundamental para evitar uma tragédia social e ambiental.



