Quem fala do levantamento da ‘Smart Cities’ e da importância dos municípios aderirem aos projetos inteligentes é Dalton Marques
Ribeirão Preto foi classificada como uma das 40 cidades mais inteligentes do Brasil no ranking Connected Smart Series 2024, Ranking coloca Ribeirão Preto entre as 40 cidades mais inteligentes do Brasil, que avaliou 656 municípios brasileiros com mais de 50 mil habitantes. A cidade ficou na 40ª posição, uma queda em relação ao 26º lugar alcançado no ano anterior. O ranking é elaborado pela Urban System e Necta, consultorias especializadas em urbanismo, gestão pública e tecnologia, e utiliza 74 indicadores distribuídos em 11 setores para medir a inteligência das cidades.
Critérios e metodologia do ranking: O Connected Smart Series avalia as cidades com base em setores como mobilidade, urbanismo, meio ambiente, energia, economia, educação, saúde, segurança, empreendedorismo, governança e tecnologia e inovação. Cada setor possui indicadores específicos que recebem diferentes pesos conforme sua relevância para o desenvolvimento urbano. Por exemplo, na categoria segurança, a taxa de homicídios tem peso 1,5, enquanto o monitoramento de áreas de risco pesa 0,5.
Os dados utilizados são provenientes de fontes oficiais e variadas, como o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), Datasus, Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e informações financeiras públicas municipais. A soma ponderada dos indicadores resulta na pontuação final que define a posição de cada cidade no ranking geral e em cada categoria.
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Definição de cidade inteligente: Segundo Dalton Marks, gerente de desenvolvimento econômico e tecnológico do Supera Parque, uma cidade inteligente é aquela que integra diferentes aspectos da gestão pública para promover qualidade de vida, sustentabilidade e inovação. Isso inclui, por exemplo, o uso de ônibus elétricos para reduzir a poluição e melhorar a mobilidade, combinando meio ambiente, tecnologia e urbanismo para criar cidades mais eficientes e sustentáveis.
Desempenho de Ribeirão Preto e críticas ao estudo
Apesar da posição geral, Ribeirão Preto se destacou no eixo saúde, ficando em 13º lugar no país. A cidade possui uma forte vocação na área, com universidades, startups, hospitais, clínicas, laboratórios e centros de pesquisa, além de formação qualificada de profissionais de saúde.
No entanto, Dalton Marks apontou algumas inconsistências no ranking. Por exemplo, a plataforma online do Connected Smart Series indicava que Ribeirão Preto não possui incubadoras de empresas, o que contraria a realidade do Supera Parque, que tem mais de 20 anos de atuação e diversos prêmios nacionais e internacionais. Apesar dessas falhas, o ranking é considerado uma ferramenta importante para orientar gestores públicos e a população na cobrança por melhorias.
Comparação com outros rankings e cidades da região: Além do Connected Smart Series, outro ranking recente do Datafolha avaliou a eficiência da gestão pública dos municípios brasileiros, considerando gastos e resultados em saúde, saneamento e educação. Nesse estudo, Ribeirão Preto foi o 10º município mais eficiente do Brasil, demonstrando que diferentes avaliações podem apresentar resultados distintos conforme seus focos.
Na região próxima a Ribeirão Preto, outras cidades também aparecem no ranking Connected Smart Series 2024 entre as 100 mais inteligentes do país. Barretos ficou em 48º lugar, Araraquara em 83º e São Carlos em 98º. Barretos, em especial, teve uma evolução significativa, subindo 50 posições em relação ao ano anterior.
Cidades líderes e aprendizados: Florianópolis manteve a liderança pelo segundo ano consecutivo, seguida por Vitória e São Paulo. A capital catarinense se destaca por sua extensa rede de ciclovias, habitats de inovação, dois parques tecnológicos e ampla oferta de profissionais e empresas de tecnologia da informação.
Informações adicionais
O Connected Smart Series é um estudo consolidado com mais de 10 anos de tradição, que busca oferecer um panorama amplo da inteligência das cidades brasileiras. Apesar de algumas falhas pontuais nos dados, o ranking serve como referência para políticas públicas e para o acompanhamento da evolução das cidades em múltiplos aspectos.