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Ranking mundial sobre felicidade coloca o Brasil na 44ª colocação

Finlândia liderou o estudo pela sétima pesquisa consecutiva; professor e escritor, Luiz Gaziri, fala sobre o tema
Ranking felicidade Brasil
Finlândia liderou o estudo pela sétima pesquisa consecutiva; professor e escritor, Luiz Gaziri, fala sobre o tema

Finlândia liderou o estudo pela sétima pesquisa consecutiva; professor e escritor, Luiz Gaziri, fala sobre o tema

O Brasil ficou em 44º lugar no ranking mundial de felicidade de 2023, divulgado recentemente, enquanto a Finlândia lidera pelo sétimo ano consecutivo. A pesquisa levou em consideração fatores como suporte social, renda, saúde, liberdade, generosidade e ausência de corrupção.

Felicidade Edônica x Felicidade Eudaimônica

Em entrevista, o professor Luiz Gazziri explicou a diferença entre dois tipos de felicidade: a edônica, de curto prazo (como a alegria de ganhar dinheiro ou consumir bebidas alcoólicas), e a eudaimônica, de longo prazo, que resulta em um estado de bem-estar mais duradouro e que nos torna mais otimistas e motivados. Segundo o professor, a felicidade eudaimônica é o que buscamos construir em nossas vidas.

Fatores que Influenciam a Felicidade Nacional

Apesar da imagem do brasileiro como um povo alegre, a posição do Brasil no ranking levanta questionamentos. O professor Gazziri destaca que a felicidade depende fortemente do ambiente em que estamos inseridos. A desigualdade social e a insegurança, principalmente para a população mais pobre, são fatores que impedem a felicidade de grande parte da população. Países como os nórdicos, que apresentam menor desigualdade social, ocupam posições mais elevadas no ranking. A pesquisa demonstra que, embora a alegria seja associada ao ter, a felicidade está também ligada ao autoconhecimento e à satisfação de necessidades intermitentes. A adaptação hedônica, onde nos acostumamos rapidamente a bens materiais e dinheiro, também é um fator a ser considerado.

O Papel do Dinheiro na Felicidade

O professor Gazziri cita estudos que demonstram que, nos Estados Unidos, a partir de uma renda anual de US$ 75.000, o dinheiro deixa de ser um fator determinante para a felicidade. Para aqueles com necessidades básicas atendidas, um aumento de renda não garante um aumento proporcional na felicidade. A busca por objetivos de vida e a satisfação de necessidades intermitentes são mais importantes para a felicidade do que a posse de bens materiais em excesso. A verdadeira felicidade, portanto, reside em um equilíbrio entre bem-estar material e realização pessoal, em um ambiente que propicie o desenvolvimento e a segurança de todos.

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