Membro do Núcleo Postos, Fernando Roca, analisa os aumentos e aponta os impactos econômicos com a determinação
A partir de hoje, terça-feira, os combustíveis sofrem novos reajustes. A gasolina acumula alta de 22% em menos de dois meses, com um aumento de 8,1% anunciado pela Petrobras. O diesel também teve um aumento de 6,1%, totalizando um acréscimo de 10,8% no ano.
Impacto na Economia
Esses aumentos impactam diretamente uma ampla gama de produtos, incluindo o etanol, que também sofreu reajuste. O transporte, majoritariamente rodoviário no Brasil, é fortemente afetado, levando a um encarecimento generalizado de mercadorias e insumos. O consumidor, em última instância, arca com esses custos.
Políticas de Preços e Interferência Governamental
A Petrobras, seguindo uma política de preços internacionais, repassa os aumentos baseados em variações cambiais e no preço internacional do petróleo. Essa volatilidade surpreende os consumidores, que não acompanham os índices econômicos envolvidos. O governo federal, por sua vez, busca mitigar os impactos no bolso do consumidor, propondo medidas como a venda direta de etanol das usinas aos postos e a cobrança linear de impostos.
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Previsões e Perspectivas
Com os aumentos recentes, o etanol deve custar entre R$ 3,20 e R$ 3,30, enquanto a gasolina pode variar entre R$ 4,45 e R$ 4,80, podendo ultrapassar R$ 5,00 em algumas regiões. A previsão é de que a situação se mantenha por mais dois meses, até o início da safra da cana-de-açúcar, quando se espera uma queda no preço do etanol e, consequentemente, da gasolina. A demora na redução dos preços após quedas na Petrobras se deve à margem de lucro dos postos e à concorrência entre eles.



