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Reajuste dos pedágios em São Paulo deve pesar no bolso e impactar custos de transporte

Tarifas de pedágio serão atualizadas a partir de 1º de julho com base no IPCA; economista avalia os reflexos para motoristas e para a economia
reajuste
Divulgação

As tarifas de pedágio de mais de 30 rodovias concedidas no estado de São Paulo serão reajustadas a partir desta quarta-feira (1º). Segundo a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), a atualização segue as regras previstas nos contratos de concessão e considera a variação acumulada de 4,72% do IPCA entre junho de 2025 e maio de 2026.

Embora a maior parte das praças registre aumento, algumas terão redução nas tarifas em função de contratos com novos modelos de concessão. A economista Paula Velho explica que o reajuste representa uma recomposição inflacionária, mas destaca que o impacto será sentido tanto pelos usuários das rodovias quanto pela economia.

Reajuste

De acordo com a economista, a atualização das tarifas não representa um ganho real para as concessionárias, mas sim a reposição da inflação acumulada no período. Segundo ela, esse mecanismo é necessário para preservar o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos de concessão, que normalmente têm duração entre 25 e 30 anos.

Ela ressalta que, sem essa atualização, as empresas responsáveis pela administração das rodovias teriam dificuldades para manter os serviços previstos nos contratos. Ainda assim, observa que o reajuste se soma a outros custos enfrentados pelos motoristas.

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Em algumas rodovias, as tarifas serão reduzidas devido às características dos novos contratos de concessão. Na Rodovia Governador Adhemar Pereira de Barros (SP-340), por exemplo, a praça de Jaguariúna terá redução de R$ 17,60 para R$ 8,80. Também haverá diminuição nas tarifas das praças de Aguaí e Águas da Prata.

Impacto

Segundo Paula Velho, para quem utiliza rodovias pedagiadas diariamente, o reajuste pode representar um aumento significativo ao longo do ano. Em um exemplo citado pela economista, um motorista que gaste cerca de R$ 20 por dia com pedágios terá um custo adicional superior a R$ 300 em um ano.

Ela afirma que o impacto é maior para trabalhadores cuja renda não acompanha a inflação. Nesses casos, a recomposição das tarifas reduz o orçamento disponível para outras despesas e afeta principalmente quem já possui renda comprometida.

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A economista também observa que o reajuste integra o conjunto de preços administrados e reforça o chamado efeito da inflação inercial, quando valores são corrigidos com base na inflação passada, mantendo parte da pressão inflacionária na economia.

Desdobramentos

Além do impacto direto para motoristas, a atualização das tarifas pode influenciar os custos de transporte de mercadorias. Segundo a economista, embora o pedágio represente apenas uma parcela do frete, o aumento tende a elevar os custos logísticos.

Esse efeito pode atingir diferentes setores da economia, como a indústria e a produção agropecuária, atividades com forte presença no estado de São Paulo. O encarecimento do transporte pode ser repassado para diversos produtos, reduzindo ainda mais o poder de compra da população.

Para a especialista, apesar de o peso do pedágio não ser suficiente para provocar sozinho um avanço expressivo da inflação, ele contribui para elevar os custos de circulação de pessoas e mercadorias e reduz a renda disponível de parte dos consumidores.

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