Aumento foi maior do que a inflação; principais reclamações do serviço são a superlotação e o transporte em pé dos passageiros
Desde ontem, o valor da tarifa do transporte intermunicipal sofreu um reajuste, impactando diretamente os usuários. A reportagem acompanhou a indignação de passageiros que consideram o aumento acima da inflação.
Reajuste e Insatisfação
Passageiros que viajam diariamente entre cidades como Barrinha e Ribeirão Preto relatam preocupação com o aumento da passagem, que passou de R$ 6,50 para R$ 6,40. A empregada doméstica Maria Souza, por exemplo, reclama das péssimas condições dos ônibus: “O ônibus vem chovendo dentro, nós viemos tudo molhado. Ninguém aguenta isso, e ele só aumentando, o passe só aumentando todos os meses!”
Ednaide Ruas, vendedora que viaja diariamente de Barrinha para Ribeirão Preto, reforça a reclamação sobre a qualidade do serviço: “É ônibus chovendo dentro, ônibus com a porta quebrada… Dá um descaso para R$ 6,40 que eles estão pedindo na passagem. Não merece esse aumento, de jeito nenhum!”
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Consequências do Aumento
O aumento das passagens também tem gerado consequências negativas no mercado de trabalho. A dificuldade em arcar com os custos de transporte tem levado alguns empregadores a optarem por funcionários que residem mais perto, resultando em demissões. Eduardo, empregado doméstico, relata ter sido demitido devido ao aumento do custo do transporte para seus empregadores.
Resposta das Empresas
O aumento afetou diversas rotas da região, com reajustes em viagens para Sertãozinho, Serrana e Brodosque. As empresas de transporte, Rápido do Oeste e São Bento, alegam que a ARTESP (Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo) permite viagens em pé e que casos de superlotação são monitorados e resolvidos rapidamente. As empresas garantem ainda que os veículos passam por manutenção preventiva.
O reajuste nas tarifas do transporte intermunicipal gerou grande insatisfação entre os usuários, que reclamam não apenas do aumento em si, mas também da falta de melhorias na qualidade do serviço oferecido. A situação demonstra a necessidade de um diálogo entre as empresas, os órgãos reguladores e os passageiros para encontrar soluções que atendam às necessidades de todos.



