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Reajustes no gás, energia elétrica, combustíveis… o que justifica todos esses aumentos?

Quem analisa esses reajustes em cadeia é o economista José Luís Coelho
Aumentos de preços
Quem analisa esses reajustes em cadeia é o economista José Luís Coelho

Quem analisa esses reajustes em cadeia é o economista José Luís Coelho

O ano de 2021 tem se mostrado desafiador para o consumidor brasileiro, com aumentos sucessivos nos preços de combustíveis, gás de cozinha e energia elétrica. A inflação acumulada em diversos setores preocupa a população e exige uma análise detalhada dos fatores que contribuem para esse cenário.

Aumento dos combustíveis: um cenário internacional e doméstico

Os combustíveis fósseis, como gasolina e diesel, sofrem impactos diretos da desvalorização do real frente ao dólar e da variação do preço do barril de petróleo no mercado internacional. A Petrobras, seguindo um sistema de paridade internacional, repassa as alterações do mercado externo para os preços internos. Além disso, os custos de distribuição, impostos e lucro dos revendedores se somam ao preço final, resultando em um aumento significativo para o consumidor. Em 2021, o preço do petróleo variou de US$ 40 a US$ 73 por barril, contribuindo para o aumento de mais de 50% no preço da gasolina.

Impacto climático e a alta do etanol

Diferentemente dos combustíveis fósseis, o etanol é influenciado por fatores climáticos. A safra 2021-2022 foi marcada por seca, geadas e incêndios, reduzindo a produção de cana-de-açúcar em cerca de 14% no Centro-Sul. Essa escassez na oferta elevou o preço do etanol a níveis recordes, chegando a R$ 6,00 em alguns locais. A tendência é de que o preço continue alto, até que a relação entre o custo do etanol e da gasolina atinja um ponto em que o consumo de etanol diminua, estabilizando os preços.

Energia elétrica e gás de cozinha: impactos da crise hídrica e outros fatores

A crise hídrica, a pior dos últimos 91 anos, impactou diretamente o preço da energia elétrica. O baixo nível dos reservatórios forçou a adoção de bandeiras tarifárias emergenciais e reajustes. A busca por alternativas energéticas, como biomassa, energia solar e eólica, ganha força, mas ainda não é suficiente para compensar a dependência da matriz energética brasileira de hidrelétricas. O gás de cozinha, por sua vez, também sofre reajustes, muitas vezes não diretamente ligados aos custos de produção, mas também influenciados por questões de mercado e pressão social.

Em resumo, a combinação de fatores internacionais e domésticos, como a variação cambial, o preço do petróleo, as condições climáticas e a crise hídrica, contribui para o aumento generalizado de preços de combustíveis, energia elétrica e gás de cozinha. A busca por alternativas energéticas e a pesquisa de preços por parte do consumidor são medidas importantes para mitigar os impactos dessa situação.

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