Não devolver o valor pode configurar apropriação indébita; saiba o que fazer e como se prevenir! Ouça o ‘CBN Via Legal’!
O Pix, apesar de prático e seguro, apresenta desafios em situações inusitadas. Um caso recente envolveu um estudante que recebeu R$ 100 mil por engano. Essa situação levanta questionamentos sobre responsabilidades e boas práticas no uso do sistema.
Recebendo um Pix por engano: o que fazer?
Receber um Pix indevido não significa poder ficar com o dinheiro. A apropriação indevida configura crime e a pessoa que recebeu o valor deve restituí-lo. É crucial agir com honestidade e procurar devolver o montante ao remetente.
Boas práticas e segurança no uso do Pix
Para garantir a segurança e evitar problemas, o advogado Guilherme Paiva Correia da Silva destaca a importância de adotar algumas medidas: cadastrar chaves Pix em instituições confiáveis, manter antivírus atualizados, usar senhas fortes, evitar links suspeitos e guardar comprovantes de transação. Além disso, é fundamental desconfiar de mensagens e ligações suspeitas.
Leia também
Responsabilidades e regras do Pix
O Banco Central estabelece regras para garantir a segurança do sistema Pix. As instituições financeiras são responsáveis por fraudes decorrentes de falhas em seus mecanismos de segurança. Há também a possibilidade de estabelecer limites de valores para transações, ajustáveis pelos próprios usuários. A relação entre banco e cliente é regida pelo Código de Defesa do Consumidor, impondo às instituições o dever de oferecer serviços seguros e evitar danos aos usuários. Vale ressaltar que todas as transações via Pix são rastreáveis, embora informações sobre transações privadas sejam confidenciais, a menos que envolvam valores muito altos.
Em resumo, o uso do Pix requer responsabilidade tanto dos usuários quanto das instituições financeiras. A adoção de boas práticas de segurança e o conhecimento das regras são essenciais para evitar problemas e garantir a utilização segura e eficiente desse meio de pagamento.