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Receita Federal cumpre mandados em Orlândia e Ribeirão contra esquema de fraudes em notas fiscais

Suspeita é que a organização tenha movimentado R$ 17 bilhões entre 2018 e 2020, no setor de cobre e sucata
Receita Federal cumpre mandados em Orlândia
Suspeita é que a organização tenha movimentado R$ 17 bilhões entre 2018 e 2020, no setor de cobre e sucata

Suspeita é que a organização tenha movimentado R$ 17 bilhões entre 2018 e 2020, no setor de cobre e sucata

A Receita Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira a operação Metalmorfose para desmantelar um esquema de emissão de notas fiscais falsas no setor de cobre que movimentou, segundo a investigação, cerca de R$ 17 bilhões em documentos entre 2018 e 2020. São cumpridos 39 mandados de busca e apreensão direcionados a 17 pessoas físicas e 22 empresas.

A operação e as diligências

As ações ocorrem em diferentes cidades; entre os alvos estão endereços em Ribeirão Preto e dois na região de Orlândia. A operação reúne equipes da Receita Federal que coletam documentos, mídias e demais provas para subsidiar as apurações sobre a emissão e utilização das notas falsas.

Como funcionava o esquema

Segundo a investigação, o esquema era estruturado em três núcleos. O primeiro era composto por uma rede de empresas fantasmas, conhecidas como “noteiras”, criadas exclusivamente para emitir notas fiscais que simulavam operações de compra e venda, sobretudo de produtos e sucata de cobre. O segundo núcleo reunia empresas fornecedoras de materiais de cobre, com concentração principalmente no estado de Santa Catarina. O terceiro grupo envolvia clientes paulistas do setor de cobre que utilizavam as notas para reduzir ou sonegar tributos.

Além desses grupos, a Receita apura a participação de contabilistas que teriam aberto e mantido, ao menos, 113 empresas fantasmas já identificadas pela investigação.

Alvos e prejuízos apurados

Na esfera administrativa, a Receita Federal lavrou autos de infração contra empresas paulistas clientes do esquema, com valor total que atinge cerca de R$ 1,9 bilhão. As medidas visam recuperar créditos tributários e reunir elementos para eventuais ações penais.

As autoridades afirmam que as investigações continuam em andamento, com análise de documentos e cruzamento de dados para identificar todos os responsáveis e quantificar plenamente o impacto financeiro do esquema.

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