Advogada da cooperativa Mãos Dadas, Camila Ramos, diz que cidade tem percentual baixo em relação a reciclagem nacional
A reciclagem no Brasil ainda enfrenta desafios, e Ribeirão Preto reflete essa realidade. Embora o país apresente índices expressivos na reciclagem de latas de alumínio — quase 99% em 2021, segundo a Associação Brasileira do Alumínio —, a cidade apresenta um cenário menos otimista.
Desafios na Reciclagem em Ribeirão Preto
A cooperativa Mãos Dadas, responsável pela coleta de materiais recicláveis em Ribeirão Preto, enfrenta dificuldades. Com a retomada da coleta seletiva apenas recentemente após meses de interrupção, o percentual de reciclagem na cidade é baixo, chegando a menos de 0,5%, muito abaixo da média nacional. A falta de contratação de uma empresa para o serviço e o impasse com a prefeitura na gestão da coleta contribuíram para essa situação.
O Caso do Alumínio e a Atuação de Catadores Autônomos
Apesar dos baixos índices gerais, a reciclagem de latas de alumínio em Ribeirão Preto apresenta um cenário peculiar. A alta demanda e o valor do alumínio atraem catadores autônomos, que recolhem o material antes mesmo da coleta municipal, o que prejudica a cooperativa Mãos Dadas. Essa atuação informal dificulta o controle e a inclusão desses trabalhadores na economia formal, além de impactar a arrecadação da cooperativa.
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Perspectivas e a Importância da Educação
Em contraponto ao sucesso na reciclagem do alumínio, outros materiais, como o plástico, apresentam índices de reciclagem muito baixos no Brasil (apenas 1,29%, segundo a associação brasileira da indústria do plástico). A falta de conscientização e educação ambiental são apontadas como os principais entraves para a melhoria dos índices de reciclagem. Um trabalho contínuo de educação ambiental, desde a infância, é fundamental para mudar esse cenário e alcançar resultados mais positivos em Ribeirão Preto e no Brasil.



