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Reclamação de moradores, brigas de vizinhos… a vida do síndico não é fácil!

Márcio Spimpolo elenca os problemas mais recorrentes de convívio na coluna 'Condomínio Legal'
Reclamação de moradores
Márcio Spimpolo elenca os problemas mais recorrentes de convívio na coluna 'Condomínio Legal'

Márcio Spimpolo elenca os problemas mais recorrentes de convívio na coluna ‘Condomínio Legal’

As assembleias de condomínio e os conflitos entre moradores voltaram ao centro do debate na manhã desta semana. Márcio, advogado especialista em direito condominial, alertou para a frequência de reuniões tumultuadas e para as consequências que disputas internas podem ter sobre a convivência e o valor dos apartamentos.

Assembleias tumultuadas e o cotidiano dos moradores

Segundo Márcio, a vida coletiva em condomínios tem se tornado cada vez mais desafiadora devido à falta de bom senso de alguns condôminos. As reclamações mais comuns incluem barulho — tanto de pessoas quanto de animais — problemas com portões e atrasos na manutenção, além de divergências sobre deveres e direitos. Nessas circunstâncias, assembleias que deveriam ser espaços de decisão acabam transformando-se em palcos de discussões acaloradas, especialmente quando estão em jogo eleições para síndico.

O advogado ressalta que a polarização política e a presença de participantes pouco educados contribuem para o clima hostil. Muitos moradores optam por não participar das reuniões por receio de conflito, o que fragiliza a governança e impede decisões coletivas eficazes.

Impacto na valorização do imóvel

Márcio explica que problemas recorrentes no condomínio podem afetar diretamente a percepção do mercado e, consequentemente, a valorização dos imóveis. Compradores procuram segurança, tranquilidade e boa administração; quando um edifício tem fama de desorganização, reclamações públicas e assembleias conflituosas, potenciais interessados podem desistir da compra ou buscar preços mais baixos.

Relatos negativos entre moradores e dificuldades na gestão condominial também influenciam a reputação do imóvel, diz o especialista, que lembra: a experiência ruim de um morador tende a ser divulgada e repercute negativamente.

Como o comprador pode se proteger

Uma orientação prática oferecida por Márcio é que quem pretende adquirir um apartamento pesquise as atas das assembleias no cartório de registros e documentos. As atas são públicas e revelam o histórico de conflitos, a gestão financeira do condomínio e eventuais rateios extraordinários previstos para obras ou reparações.

Verificar a situação financeira e administrativa ajuda o comprador a avaliar riscos, como uma cobrança futura expressiva por obras já aprovadas, e a comparar a condição do prédio com a de outros empreendimentos.

Para especialistas em direito condominial, a solução passa por boa governança, regras claras e participação responsável dos moradores. Uma gestão transparente e assembleias organizadas podem reduzir disputas e preservar tanto a convivência quanto o valor dos imóveis.

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