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Recordes na produção de etanol consolidam o Brasil como segundo maior produtor de etanol do mundo

Diretor de inteligência da UNICA, Luciano Rodrigues, comenta o que levou ao desempenho histórico deste biocombustível no país
produção de etanol
Diretor de inteligência da UNICA, Luciano Rodrigues, comenta o que levou ao desempenho histórico deste biocombustível no país

Diretor de inteligência da UNICA, Luciano Rodrigues, comenta o que levou ao desempenho histórico deste biocombustível no país

Em 2024, o setor sucroenergético brasileiro alcançou um recorde histórico na produção de etanol, superando os 36 bilhões de litros, um aumento de 4,4% em relação a 2023. Deste total, mais de 7 bilhões de litros foram produzidos a partir do milho, representando um crescimento de 32% em comparação ao ano anterior.

Recordes e Competitividade

Esse resultado consolida o Brasil como o segundo maior produtor mundial de etanol, atrás apenas dos Estados Unidos. A maior oferta de etanol hidratado em 2024 deve-se principalmente à mudança na política de preços da Petrobras, que deixou de repassar a oscilação do preço internacional do petróleo para os combustíveis comercializados no Brasil. Essa alteração proporcionou maior competitividade ao etanol, resultando em uma paridade de preços com a gasolina de 65,3%, a melhor marca desde 2010. O consumidor brasileiro economizou cerca de R$ 11 bilhões com o uso do etanol.

Lei do Combustível do Futuro e Novas Aplicações

A aprovação da Lei do Combustível do Futuro impulsionou o uso do etanol em diferentes setores. O programa visa substituir combustíveis fósseis por biocombustíveis sustentáveis em transportes terrestres, marítimos e aéreos. Há um forte investimento em plantas de produção de etanol de milho (SAF) para aviação e transporte marítimo, ampliando as aplicações do biocombustível além do uso em veículos terrestres. Além disso, a produção de biometano a partir de subprodutos da cana de açúcar, como vinhaça e torta de filtro, representa uma nova frente para a descarbonização, com previsão de 1% do mercado de gás sendo abastecido com biometano a partir de 2026.

A possibilidade de aumentar a mistura de etanol na gasolina de 27,5% para 30%, após testes de viabilidade técnica, poderia gerar ainda mais benefícios econômicos e ambientais para o setor. Esses testes, conduzidos pelo Instituto Mauá de Tecnologia, devem ser concluídos no início de 2025. Um aumento na mistura resultaria em melhor desempenho dos motores, redução de emissões e um possível impacto positivo nos preços, considerando que o etanol anidro geralmente tem preço mais baixo que a gasolina pura.

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