Laudo aponta infestação generalizada de insetos no Centro Cultural, que está fechado desde abril
O Museu Histórico de Ribeirão Preto enfrenta um período desafiador. A necessidade urgente de uma reforma completa, estimada em R$ 2,3 milhões, impede que o espaço volte a receber o público. A Secretaria Municipal de Cultura aponta que a estrutura do prédio, que outrora pertenceu a Francisco Schmidt, um dos renomados reis do café, está comprometida por uma infestação de cupins e problemas de umidade.
Infestação de Cupins e Umidade: Um Diagnóstico Preocupante
Desde abril, o centro cultural permanece fechado, com sua programação suspensa devido ao desabamento parcial do forro de uma das salas. O incidente ocorreu no cômodo que abrigava um piano de 145 anos, que também foi o primeiro órgão da Catedral Metropolitana de São Sebastião. Um laudo técnico encomendado pela Secretaria Municipal de Cultura revelou uma infestação complexa de três tipos de cupins, agravada pela umidade excessiva, devido ao tamanho da casa, da grande quantidade de peças de madeira e da falta de tratamento contra os insetos.
A Prioridade: Combate à Umidade e Reforma do Telhado
Segundo Sérgio Magno Florindo, químico da USP e especialista em pragas, a umidade é o principal problema do local. A grande concentração de água danifica a estrutura, tornando o combate à umidade prioritário em relação à infestação de cupins. A recomendação inicial é focar na reforma do telhado para eliminar o excesso de umidade no solo e no entorno da casa. O tratamento contra cupins deve ser realizado por meio de pulverização e ingessão, juntamente com medidas para melhorar a circulação do ar, remover ninhos de cupins nas árvores e realizar tratamentos preventivos nas peças utilizadas nas reformas.
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Financiamento e Perspectivas para o Futuro
Uma reforma emergencial de R$ 25 mil foi inicialmente contratada para a troca dos pisos e do forro danificado, mas foi suspensa. A Secretaria de Cultura informa que os espaços dependem de obras mais amplas, que necessitam de financiamento externo. A pasta confirma que, além de um aporte de R$ 250 mil já aprovado pelo Ministério do Turismo, está buscando financiamento de empresas, incluindo uma instituição financeira, para viabilizar a reforma do prédio. Daniel Basso, diretor-geral do museu, aguarda um posicionamento da Secretaria de Cultura sobre a situação. A expectativa é que, com os recursos necessários, o museu possa ser restaurado e voltar a receber o público em condições adequadas.
A restauração do museu representa um investimento na preservação da história e cultura local.



