Pais e responsáveis por estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista (TEA) e outras condições que demandam acompanhamento específico têm direito a professor de apoio na rede municipal de ensino de Ribeirão Preto. O atendimento integra a política de educação especial e segue critérios técnicos para garantir inclusão e participação no ensino regular.
Em entrevista à CBN, a chefe da Educação Especial da Secretaria Municipal da Educação, Helen Costa, explicou que o profissional de apoio pedagógico acompanha o estudante durante todo o período em que ele permanece na escola, auxiliando nas atividades dentro e fora da sala de aula.
“O profissional vai apoiar o aluno em todas as atividades pedagógicas, garantindo acesso ao conteúdo, participação nas propostas e desenvolvimento da aprendizagem”, afirmou.
Como funciona a solicitação
O pedido de apoio não é feito diretamente pelas famílias à Secretaria. O processo começa na própria unidade escolar, a partir de uma avaliação pedagógica conduzida pelo professor do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e pela equipe gestora. Após estudo de caso, que envolve diálogo com a família e análise das necessidades do estudante, a escola encaminha a solicitação à Secretaria, responsável por distribuir os profissionais conforme a demanda.
Segundo Helen, o tipo de apoio varia de acordo com o grau de autonomia da criança. Em alguns casos, o acompanhamento é integral e exclusivo; em outros, pode ser compartilhado entre alunos da mesma sala. Também há situações em que o suporte é voltado a atividades de vida diária, como alimentação, higiene e locomoção.
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Ampliação do quadro
Neste ano, a Prefeitura ampliou em 50% o número de profissionais de apoio pedagógico. O total passou de 300 para 450 profissionais, já em atuação nas escolas. A ampliação foi autorizada pelo prefeito Ricardo Silva.
O município também conta com:
- 412 agentes de suporte operacional escolar, que atuam nas atividades de vida diária;
- 163 professores de Atendimento Educacional Especializado (AEE).
Ao todo, são quase mil profissionais envolvidos no atendimento aos estudantes público-alvo da educação especial.
Os profissionais de apoio pedagógico são graduados em Pedagogia e passam por capacitação de 180 horas antes de atuar nas escolas. A contratação ocorre por meio de empresa terceirizada, definida via processo licitatório. O contrato tem duração de até dois anos, com possibilidade de ampliação do número de profissionais conforme a necessidade.
Acompanhamento e adaptação
A Secretaria informou que realiza acompanhamento frequente do trabalho nas unidades escolares, com visitas presenciais das equipes técnicas. Sobre a presença de pais no período de adaptação, Helen esclareceu que a escola não pode impedir o acompanhamento inicial. A adaptação é feita de forma gradual, com aumento progressivo do tempo de permanência da criança na escola.
“O objetivo é que a criança vá superando as barreiras e desenvolvendo autonomia ao longo do tempo”, destacou.
O atendimento com professor de apoio está garantido ao longo de todo o ano letivo de 2026, podendo ser ampliado caso haja aumento na demanda identificada pelas escolas.



