A circulação de vídeos falsos sobre conflitos internacionais nas redes sociais levou a plataforma X, antigo Twitter, a anunciar a suspensão da monetização de conteúdos sobre guerra gerados por inteligência artificial quando não houver identificação clara de que o material é sintético. A decisão ocorre em meio à disseminação de imagens hiper-realistas de ataques e explosões que, em muitos casos, foram manipuladas ou retiradas de outros contextos.
Na coluna Mundo Digital, o professor Eduardo Soares explica que a desinformação sempre acompanhou conflitos armados, mas hoje se espalha com muito mais velocidade por causa das redes sociais e das ferramentas de edição acessíveis. Segundo ele, vídeos dramáticos e com forte apelo emocional tendem a viralizar rapidamente, muitas vezes sem qualquer verificação de origem.
Apesar das medidas das plataformas, o especialista ressalta que o combate à desinformação também depende do comportamento dos usuários, que devem desconfiar de conteúdos sensacionalistas e buscar confirmação em veículos jornalísticos confiáveis antes de compartilhar. Ouça a análise completa na coluna.