Grupo criado nesta segunda visa melhorar o atendimento aos casos mais graves de dengue, zika vírus e chikungunya
Um grupo de ação foi formado em Ribeirão Preto para aprimorar o atendimento a pacientes com doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. A iniciativa, que envolve secretários de saúde, médicos e representantes de 35 hospitais da região, busca integrar as redes pública e privada no combate à dengue, zika e chikungunya.
Abertura de Leitos e Preparação da Rede Hospitalar
Ronaldo Capelli, diretor da Regional Estadual de Saúde, enfatizou a necessidade de abertura de novos leitos, especialmente de UTI, onde houver demanda emergencial. A medida visa antecipar um possível aumento no número de casos graves, com a possibilidade de suspensão de cirurgias eletivas para priorizar o atendimento a pacientes com as doenças transmitidas pelo mosquito. A compra de leitos em outros hospitais e a intervenção do Ministério Público em locais com leitos de UTI ociosos também são consideradas.
Estratégias para Evitar Mortes
O secretário de Saúde de Ribeirão Preto, Estênio Miranda, ressaltou que o objetivo principal das medidas é evitar mortes em decorrência dos vírus presentes na região. Apesar da média histórica de 1% de casos graves, a alta incidência da doença exige que a rede hospitalar esteja preparada para receber um grande número de pacientes. Elizabeth Paganini, coordenadora de vigilância epidemiológica, alertou para a precocidade e a gravidade da epidemia em 2016, com um aumento no número de casos com sinais de alarme e dengue grave já no início do ano.
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Agilidade no Diagnóstico e Notificação
Antônio Pazin Filho, coordenador do Departamento de Atenção à Saúde do Hospital das Clínicas, destacou a importância da notificação rápida dos casos, mesmo que a confirmação laboratorial demore. A notificação precoce permite o tratamento adequado dos pacientes e o planejamento de ações para futuras epidemias. A confirmação posterior dos casos é fundamental para o planejamento e a preparação para futuras endemias.
As ações coordenadas visam fortalecer a capacidade de resposta do sistema de saúde diante do aumento de casos e da gravidade das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.



