Comer fora de casa ficou significativamente mais caro em Ribeirão Preto. Uma pesquisa da Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT) aponta que o preço médio de uma refeição completa na cidade aumentou quase 30% no último ano, passando de R$ 45,74 para R$ 58,29.
O levantamento considera o valor do prato principal, bebida não alcoólica, sobremesa e café. Com esse custo, Ribeirão Preto ocupa a sétima posição entre as cidades do estado de São Paulo com o prato feito mais caro.
Impacto no bolso
O economista Fred Nazar explica que, com o preço médio atual, um trabalhador que almoça fora de casa de segunda a sexta-feira pode gastar uma parcela significativa do salário apenas com alimentação.
Segundo ele, o aumento reflete fatores como a alta dos preços dos alimentos, o custo dos combustíveis e a inflação, que afetam diretamente toda a cadeia produtiva. Esse cenário obriga muitas famílias a reorganizarem o orçamento mensal.
Alternativas possíveis
Para quem tem rotina intensa e pouco tempo para cozinhar, o economista aponta que marmitas prontas, vendidas a preços mais acessíveis, podem ser uma alternativa. Ainda assim, ele reforça que preparar a própria refeição em casa e levar para o trabalho continua sendo a opção mais econômica.
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Outra estratégia é fazer compras mais frequentes no supermercado, pesquisando preços e aproveitando promoções, em vez de concentrar tudo em uma única compra mensal.
Desafio para comerciantes
O aumento dos preços também afeta quem trabalha no setor de alimentação. Custos com gás, energia elétrica, insumos, mão de obra e transporte pressionam os empresários, que muitas vezes não conseguem repassar integralmente os reajustes ao consumidor para não perder clientes.
De acordo com o economista, manter o equilíbrio entre preço acessível e qualidade dos produtos é um dos principais desafios dos estabelecimentos atualmente.
Planejamento necessário
Além das refeições durante o trabalho, gastos com delivery e alimentação fora de casa à noite também exigem planejamento. Muitos consumidores têm limitado esses pedidos a uma ou duas vezes por semana para evitar impacto maior no orçamento.
Com a inflação dos alimentos e o custo de vida em alta, comer fora passou a exigir mais planejamento financeiro, especialmente para quem depende exclusivamente de salário fixo.



