Antônio Noventa, gerente de uma rede de supermercado, explica o que pode deixar os preços mais estáveis no próximo ano
A inflação de 2022 impactou fortemente o custo de itens básicos na mesa do brasileiro, encarecendo o café da manhã e o prato feito. Este aumento de preços é resultado, principalmente, do aumento no custo de produção dos alimentos.
Café da Manhã Mais Caro
De acordo com dados do portal G1, coletados pela Abic (Associação Brasileira da Indústria do Café), Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Esalq/USP e IBGE, diversos itens do café da manhã tiveram altas significativas. A banana subiu 39%, a maçã 37%, o leite 25%, a manteiga 23% e o pão 18%. O café também sofreu aumento, com um acréscimo de 17%. Joaquim Gerauj, presidente do Cindipão (Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de Ribeirão Preto), aponta o leite como o principal vilão, devido à baixa produção em março e abril de 2022, resultado de uma seca atípica.
Prato Feito e Outros Alimentos
O aumento de preços também atingiu o prato feito. O feijão subiu 20%, o ovo 18%, o contrafilé 4,6% e o arroz 2,6%. Dados do portal G1, em conjunto com o IBGE, Ibraf (Instituto Brasileiro do Feijão) e Abraarroz (Associação Brasileira da Indústria do Arroz), confirmam esses números. Antônio 90, gerente de uma rede de supermercados, explica que o aumento dos custos de produção, impactados por combustíveis e energia, refletiu diretamente nos preços ao consumidor. Legumes e saladas também ficaram mais caros: a cebola subiu 166%, a batata 29% e a alface 16%. Antônio destaca a volatilidade desses itens, com preços que oscilam rapidamente de acordo com fatores climáticos.
Apesar do cenário de 2022, a expectativa para 2023 é de estabilidade de preços. A força do agronegócio brasileiro, aliado à grande capacidade de produção de alimentos no país, contribui para um otimismo moderado em relação ao abastecimento e aos preços dos alimentos no próximo ano.



